Era o que Faltava

Temporada 3

2021-10-01

Paulo de Carvalho

“Gosto demasiado da música para desistir!

No Dia da Música, Paulo de Carvalho foi ao Era o Que Faltava e falou sobre a altura em que quase contemplou desistir da música: “foi aos meus 45 anos em que eu dizia: “vou masé mandá-los todos cantar para o raio que os parta, eu vou-me embora!”. Epa mas depois não dá, gosto demasiado da música para desistir!”

O cantor continua a explicar que nos dias de hoje “isto não pode ser igual”, referindo-se ao seu registo musical. Fez um álbum de duetos com diversos artistas e explicou, à conversa com o João Paulo Sousa e a Ana Martins, todo esse processo: “Foi um álbum produzido pelo meu filho, o Bernardo, pelo Agir. Ele tirou-me um peso enorme de cima porque falta-me ali gente. Aquilo devia ter sido feito com mais 2 ou 3 CD’s, com mais artistas. O Bernardo deu-me a conhecer gente que eu sabia quem era, mas que não conhecia pessoalmente e que canta maravilhosamente bem”.

Ao falar sobre o filho Bernardo, mais conhecido como Agir, Paulo de Carvalho disse: “normalmente trato-o como filho, mas com grande apreço e orgulho pelo produtor. O Bernardo nasceu para a música a aprender, a apalpar, a fazer. Ele é um colega meu, depois lá em casa é que haverá outras formas de estarmos juntos”.

Nesta conversa não podia ficar de fora o tema “Depois do Adeus” como “primeira senha do movimento dos capitães”. O cantor afirmou: “só no 1º de Maio é que eu já não tinha mãos para tanto cravo! Sinto que pertenço à história de Portugal por acaso!”.

Paulo de Carvalho admite que já começa “a sentir a idade porque me dói em diversos lados, sobretudo quando subo. As escadas dos palcos é que são complicadas”. Continua a explicar que “a idade traz-nos experiência, por um lado, mas por outro lado traz-nos outro tipo de coisas que não sendo más, também não são muito boas. Há questões que nos ultrapassam, uma delas é a idade!”. Ainda assim, o cantor admite que não é “um fulano saudista” e que já deu “para o antigamente, o meu tempo é agora!”