Primeira gala do Centenário de Amália Rodrigues hoje no Coliseu do Porto

Ricardo Ribeiro, Cuca Roseta ou Katia Guerreiro são alguns dos participantes nesta cerimónia.

Primeira gala do Centenário de Amália Rodrigues hoje no Coliseu do PortoAugusto Cabrita - da capa de Ensaios (cortesia Valentim de Carvalho)
Agência Lusa

A primeira gala do Centenário de Amália Rodrigues realiza-se hoje no Coliseu do Porto, com Katia Guerreiro, Ricardo Ribeiro, Cuca Roseta, Joana Amendoeira e Gonçalo Salgueiro, entre outros fadistas.

Este ano, os tradicionais Prémios Amália não são entregues. Os Prémios Amália foram criados pela Fundação Amália Rodrigues (FAR), em 2005, para distinguir a excelência da produção fadista, e foram interrompidos em 2015, quando se optou por distinguir apenas uma personalidade, tendo na ocasião sido entregue ao historiador Vítor Pavão dos Santos, ex-diretor do Museu Nacional do Teatro, autor de várias obras sobre a fadista.

A gala prevista para o ano passado foi adiada devido ao contexto pandémico e, pela primeira vez, este ano, realiza-se, no Porto e, em Lisboa, no Coliseu dos Recreios, no próximo dia 9, com o mesmo cartaz.

Este cartaz inclui ainda Peu Madureira, e os músicos Pedro de Castro e Luis Guerreiro, na guitarra portuguesa, André Ramos, na viola, e Francisco Gaspar, no baixo, e a atriz e cantora Lúcia Moniz que declamará poemas de Amália Rodrigues (1920-1999), “intérprete maior que alcançou reconhecimento universal como uma das melhores vozes e intérpretes do século XX”, segundo comunicado da fundação instituída pela fadista, em testamento.

Na gala, realça a Fundação, "apresentam-se as facetas de poetisa, atriz e mulher de vanguarda na Cultura popular contemporânea”, que foi a criadora de “Com que Voz” (Luís de Camões/Alain Oulman).

Em abril de 2019, um mês depois de ter tomado posse como presidente da FAR, o professor no ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa Vicente Rodrigues disse à agência Lusa que um dos projetos era a "preservação do património de Amália", designadamente os muitos documentos da fadista, desde fotografias a cartas, recortes de imprensa, etc..

A criação de um centro de documentação estava na mira da nova administração, mas Vicente Rodrigues reconheceu que "é necessário financiamento".

O presidente da FAR deu conta da sua vontade em fazer "circular o património 'amaliano'" e criar exposições itinerantes, "até tirando partido das possibilidades da multimédia", assim como estabelecer parcerias com outras entidades.

Uma exposição sobre Amália, produzida pela FAR, está patente desde 30 de setembro e até 10 de outubro, no Centro Comercial Colombo, em Lisboa.

A mostra inclui cartazes, fotografias e vestidos da fadista que protagonizou uma carreira de mais de 50 anos, tendo cantado nas mais variadas salas internacionais, do Olympia, em Paris ao Lincoln Center, em Nova Iorque, do Teatro Sistina, em Roma, ao Canecão, no Rio de Janeiro, entre outros.