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Era o que Faltava

Temporada 3

2021-11-18

Sofia Fernandes

“Muitos escolhem olhar para o que não podem fazer, em vez de olhar para o que podem fazer, controlar e dizer!”

Se gosta de frases motivacionais, é capaz de já ter partilhado uma ou outra da nossa convidada de hoje. Chama-se Sofia de Castro Fernandes, mas nas redes é a inspiradora “asnove” que partilha frases sobre os mais diversos temas: positividade, autoaceitação, motivação, vitórias, falhanços, tudo!

No Era o Que Faltava, com o João Paulo Sousa e a Ana Martins, a psicóloga falou sobre um conceito que defende muito e inclusive treina pessoas para serem “cinturões negros” no assunto: Primeiro nós vamos eliminar todos os “stressores” e só depois é que vamos falar sobre Gestão de Tempo (GTD), porque ao contrário do que a maioria das pessoas entende, o tempo falta-nos, ou a sensação de não controlo assola-nos, não por causa do tempo, mas por causa do stress. Então, nós precisamos primeiro de aprender a gerir o nosso stress, só depois é que conseguimos ser o tal cinturão negro em GTD”.

Nas formações que dá, a oradora motivacional tem um exercício muito simples, mas que põe em perspetiva as prioridades dos alunos: “Há um exercício que eu gosto muito de fazer no início de algumas formações que é o exercício da folha em branco. A folha fica dividida ao meio, na coluna da esquerda tem: “o que posso” e na coluna da direita tem: “o que não posso”. Isto é de facto a escolha, é por isso que eu gosto tanto do verbo escolher, que vem antes do verbo acreditar. Muitos de nós escolhemos ficar a olhar para aquilo que não podem fazer, ou porque não vais ter tempo, ou porque não podes controlar, ou porque não depende só de ti, ou porque não podes dizer, ou porque não é o momento, em vez de olhares para a lista da tua esquerda que é o que é que eu posso fazer, controlar, dizer e o que é que já está pronto!”.

Ao falar sobre como lidar com problemas, Sofia acredita que “muitas vezes, quando estamos muito em cima, tudo desfoca”. Então, aconselha mais um exercício: “se pegarmos num objeto e se o formos aproximando o mais possível do nosso campo de visão, deixamos de ver. É exatamente isto que acontece, a nível cerebral, com os problemas. Quando estamos tão envolvidos, tão em cima, se ainda não estamos a encontrar a solução, precisamos de dar esse recuo. Pode ser um recuo literal, mas também metafórico”.