Era o que Faltava

Temporada 1

2020-06-16

Miguel Prudêncio

Se já viajou para um país tropical com focos de malária, já deve ter feito aquela profilaxia que nunca se sabe se faz alguma coisa ou não. Diz-se que ameniza os efeitos de uma eventual picada de inseto infectado com malária, efeitos esses que incluem febres muito altas e potenciais danos no fígado - em último caso, a morte. Agora imagine viver num país com mosquito da malária.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, essa bem conhecida nossa nos dias que correm, cerca de 3,3 mil milhões de pessoas estão em risco de contrair malária durante a sua vida, em particular nos países mais pobres. Tou, Covid? 
Isto para explicar que o nosso entrevistado de hoje tem uma importância gigante na humanidade - ele e a sua equipa. O investigador português Miguel Prudêncio do Instituto de Medicina Molecular liderou a equipa que desenvolveu a vacina contra malária com melhores resultados até hoje: uma redução muito significativa de 95% na infeção hepática dos voluntários imunizados. 
Este estudo, com financiamento da fundação Bill Gates, abre caminho para uma estratégia de vacinação eficaz contra a malária humana. E porque é que as vacinas demoram tanto a serem desenvolvidas? É que dava jeito uma agora.