Porto/Post/Doc começa hoje

Diretor do festival Dario Oliveira destaca o documentário sobre Leonard Cohen, "Marianne & Leonard: Words of Love", como um dos pontos altos desta edição.

Marianne & Leonard: Words Of Love
Gonçalo Palma
23 novembro 2019, 07:00

Decorre entre hoje e o dia 1 de dezembro o festival de cinema documental Porto/Post/Doc, na cidade do Porto. A quase totalidade dos filmes é exibida no centro da Invicta, entre as duas salas do Rivoli e o Passos Manuel. "Estas salas chegam. O Rivoli tem duas salas excelentes: o Grande Auditório e o Pequeno Auditório. E a escassos 400 metros, temos o Passos Manuel. O Planetário fica mais longe, por isso fazemos as sessões às 17h30. Não acontecem em todas as cidades festivais no centro da cidade que se conseguem fazer a pé. Isto é uma mais-valia", diz com orgulho o diretor do festival, Dario Oliveira, em entrevista à nossa rádio. 

Além dos filmes de competição e de secções como o Cinema Falado, sobressai o peso da música na programação do Porto/Post/Doc, com uma secção totalmente dedicada a esta arte, a Transmission. "Vamos explorar várias personalidades que infelizmente já partiram. Estou a falar de explorarmos a memória do Leonard Cohen [em Marianne & Leonard: Words of Love], do Zé Pedro [em Zé Pedro Rock’n’Roll] e de bandas que neste ano nos visitaram como os Suede [Suede: The Insatiable Ones], os New Order [New Order: Decades]. E vamos visitar uns estúdios que estão marcados na história do rock por bons motivos: os Hansa Studios, em Berlim [Hansa Studios: By The Wall 1976-90]”, enquadra Dario Oliveira.

"Marianne & Leonard: Words of Love" é exibido no dia de abertura, hoje (21h30 no Grande Auditório do Rivoli), e no dia do fecho, a 1 de dezembro (16h30 no Pequeno Auditório do Rivoli). Para o diretor do festival, "este filme tem tanta, tanta importância para os fãs de Leonard Cohen como para os cinéfilos e para os admiradores do trabalho do Nick Broomfield. É uma preciosidade. É um filme extremamente emocional mas que nunca cai na lamechice. Esta história de amor muito crepuscular com a Marianne marcou toda a carreira dele. Não foi só a sua musa como foi alguém que a acompanhou até ao fim. Não acompanhou da forma mais prosaica e mais comum mas esteve sempre lá. É um filme que foi feito com o arquivo pessoal do próprio Nick Broomfield que, na altura, também esteve na Grécia, nestas ilhas fantásticas, onde iam as pessoas que podiam ser boémias”.

Dario Oliveira destaca como uma das curiosidades que um terço do público do Porto/Post/Doc é escolar e ronda as três mil pessoas.

Para consultar toda a programação da edição deste ano do Porto/Post/Doc, basta consultarem o site oficial, neste link.