Eddie Vedder toca com os Strokes e relembra Chris Cornell

Foi este fim de semana no Ohana Festival, na Califórnia. Os Strokes tocaram 'Hard to Imagine', dos Pearl Jam, e Eddie Vedder deu uma ajudinha no tema 'Juicebox' da banda norte-americana.

Redação
30 setembro 2019, 12:35

 

Na passada sexta-feira, Eddie Vedder juntou-se aos Strokes no palco do festival californiano Ohana Festival. A banda de Nova Iorque foi a cabeça de cartaz nesse dia, o primeiro do festival que tem a curadoria do frontman dos Pearl Jam.  
 
'Hard to Imagine', dos Pearl Jam, foi um dos temas que tocaram juntos. Eddie Vedder retribuiu e "ajudou" a banda norte-americana no tema 'Juicebox'.

"O Julian [Casablancas] perguntou se queria juntar-me aqui aos rapazes. Uma das razões que me levou a aceitar é a oportunidade de agradecer a todos os grandes artistas que estão aqui, especialmente aos Strokes", disse Vedder. 

O homem dos Pearl Jam ainda dedicou a canção aos ativistas que lutam pelo controlo de armas nos Estados Unidos. 

 



 

 

Já no sábado, dia 28, foi Eddie Vedder a subir ao palco como cabeça de cartaz. O músico esteve sozinho no palco, mas levou consigo a memória de Chris Cornell e de Daniel Johnston (falecido no passado dia 11 de setembro)

Em jeito de homenagem a Johnston, Eddie Vedder tocou uma versão do cantor texano, 'Walking The Cow', música que os Pearl Jam já tinham recriado nos anos noventa. Antes de começar a tocar, lembrou a arte de Daniel Johnston e partilhou com o público um momento que viveu com Cornell quando ambos ouviam as cassetes do músico e compositor norte-americano.

"Havia um grande homem, um grande escritor de canções que perdemos há menos de um mês. Sei que o Glen Hansard e pessoas como o Kurt Cobain ou Lana Del Rey, uma lista infinita de músicos foram inspirados por este jovem rapaz que começou a gravar cassetes em Austin, Texas. Levou as cassetes para uma loja e fez cópias que começaram a chegar a vários músicos. Quando demos conta, toda a gente estava a falar e a partilhar a genialidade deste rapaz. Isto já foi há algum tempo, no final dos anos oitenta. Continuou a criar música até morrer", disse Vedder ao público antes de seguir com a homenagem ao cantor.

Quanto ao momento emotivo que partilhou com Chris Cornell, Vedder disse, "estávamos sentados numa pequena sala na minha casa, havia uma lareira e um sofá, aliás, metade de um sofá. Ouvimos [Daniel Johnston] durante duas horas seguidas que se transformaram em quatro horas, depois em seis horas até serem seis da manhã. Rimos, chorámos e sorrimos tanto, com lágrimas nos olhos. Nunca esquecerei, olhámos um para o outro e exclamámos, 'ele é tão melhor que nós'", confidenciou.