Marés Vivas abrem as portas ao segundo dia debaixo de um calor quase algarvio

Hoje há muitas atenções focadas no fenómeno Kodaline, enquanto Jimmy P e Dengaz asseguram a abertura do palco Meo.

Daniela Azevedo
15 julho 2016, 17:30
É debaixo de um sol digno de Algarve que arranca o segundo dia de Meo Marés Vivas na praia do Cabedelo, em Vila Nova de Gaia, numa altura em que Jimmy P se prepara para subir ao palco principal e apresentar o seu mais recente álbum, "Essência". Para os primeiros a chegar cá, decerto que nenhuma canção vai constituir uma grande novidade na medida em que o cantor tem milhões de visualizações no YouTube (mais ou menos o equivalente a cada português ter visto um vídeo dele duas vezes). Curtir é a palavra de ordem para o lisboeta Joel Plácido que tem vindo a ganhar uma fiel legião de fãs desde que lançou o álbum de estreia, "#1", e desde então se tem entretido a fazer rimas.

Jimmy P já no ano passado esteve no palco Santa Casa, deste mesmo festival, e este ano ganhou o direito de subir ao palco principal e pede aos fãs para virem preparados para gravar um vídeo.

Dengaz também tem um álbum novo, chamado "Para Sempre", e hoje quer muito ver os fãs a fazerem coro com ele. Alías, ninguém está autorizado a 'Dizer Que Não' ao artista que já reuniu 725 milhões de cliques nos seus vídeos no YouTube. Outro fenómeno.

Para James Bay longe vai o tempo em que trabalhava num bar e hoje há também muita gente, sobretudo a população mais jovem, a desejar vê-lo e ouvi-lo em palco. É incrível que tamanho sucesso se deva a apenas um álbum, "Chaos and Calm", e a um punhado  de EPs. Claro que a canção 'Hold Back The River' é dos momentos mais esperados.

Kodaline têm sido considerados um fenómeno da adolescência. Com o primeiro disco, que lhes valeu o reconhecimento da BBC e da MTV, por exemplo, os irlandeses chegaram a ser comparados aos Lumineers. No segundo registo, arriscaram caminhos mais rock e ninguém parece dizer "não" à mudança. Provavelmente vieram, até, novos fãs com a viragem verificada no segundo álbum. Steve Garrigan promete arrasar com a sua loucura entre teclas e voz. 

O palco fecha com o DJ belga Lost Frequencies. Tragam casaco para a noite. A propósito, quem já sabe de cor do hino do Marés Vivas feito pela Rádio Comercial?