Braga vai receber a 5.ª edição da Noite Branca

Dias 2, 3 e 4 de Setembro as ruas de Braga vão encher-se de música, arte e cultura.

21 de junho de 2016 às 18:45Braga vai receber a 5.ª edição da Noite Branca
A cidade de Braga prepara-se para receber, de 2 a 4 de Setembro, mais uma edição da Noite Branca. Em 2016 assinala-se já a quinta edição de um evento de música, arte e cultura, que começou por ser resultado da Capital Europeia da Juventude Braga 2012.

Mais do que um festival de música, a Noite Branca tem vindo a conquistar o seu lugar de destaque entre os eventos que juntam animação de rua, actuações diversas, teatro, instalações, dança e, claro, concertos de artistas de reconhecimento nacional. O programa apresentado nesta terça-feira em conferência de imprensa onde a Rádio Comercial marcou presença, preenche 48 horas, com propostas tão diversificadas que prometem satisfazer pais e filhos, amantes de música alternativa ou mais pop, passando pelas artes digitais e até pela arte sacra com um concerto de sinos que vai ter lugar no domingo.

Os concertos para um público mais abrangente realizam-se no chamado "Palco Principal", localizado na Praça do Município. Na sexta-feira, dia 2, a música vai estar por conta da fadista Carminho e do cantor e compositor Miguel Araújo. A noite fecha com os DJs da Rádio Comercial. No dia seguinte, Braga recebe a actuação conjunta de Sérgio Godinho e Jorge Palma, além de um concerto dos Gift, com Sónia Tavares já a 100%, e de uma noite de hip-hop bem disposto com os HMB.

A edição deste ano fica marcada pela novidade da instalação, logo na sexta-feira, de um palco na Avenida Central, que terá programação em duas noites e curadoria do espaço cultural GNRation, liderado pelo músico Luís Fernandes. É lá que na primeira noite, 2 de Setembro, vão tocar os brasileiros Boogarins e, na noite seguinte, o chileno Matias Aguayo. As duas presenças musicais da América do Sul vêm na sequência de Braga ser, este ano, Capital Ibero-Americana da Juventude. Pelo mesmo palco passam também os portugueses Linda Martini e Branko, no sábado.

Raquel Nair, directora da Fundação Bracara Augusta, uma das parceiras na organização do evento, explicou à Rádio Comercial que a Noite Branca bracarense se distingue das outras "noites brancas" europeias graças ao investimento na parte artística: «Braga está a candidatar-se a cidade das Media Arts, da UNESCO, por isso queremos que a cidade tenha uma parte cultural, como os museus abertos toda a noite, por exemplo». Há também, no Museu dos Biscainhos, uma actividade destinada às crianças chamada "Princesa" e na Praça Principal outros momentos de diversão para os miúdos «que se podem entretar enquanto os pais jantam», acrescenta Raquel Nair. Os dois palcos estão bastante próximos um do outro.

Mas porque este é um evento que, além da música, pretende aumentar ainda mais o orgulho da gente minhota nos seus costumes, ao longo das 48 horas, vão estar sempre abertos ao público espaços culturais tão emblemáticos como o Museu da Imagem ao Museu Pio XII (arte sacra) ou o Museu D. Diogo de Sousa (arqueologia).

O festival tem vindo a «assumir o crescimento das Noites Brancas da Europa mas nós tentamos que tenha uma marca cultural distintiva, dotá-lo de uma especificidade própria e mostrar a força da nossa cidade», descreveu a vereadora da Educação e Cultura da Câmara Municipal de Braga, Lídias Dias, também à Rádio Comercial. No domingo vai haver um concerto de sinos, em data e local ainda a designar, devido «às cerimónias eucarísticas que sempre acontecem aos domingos».

A Noite Branca tem, ainda, uma componente tecnológica ao abraçar o projecto do artista plástico Pedro Tudela que vai conceber uma intervenção de iluminação na cidade no primeiro fim-de-semana de Setembro. De salientar que esta data foi cuidadosamente pensada pela autarquia para não coincidir com as Feiras Novas, uma festa popular também muito conhecida e que decorre em Ponte de Lima.

Para o presidente da autarquia, Ricardo Rio, a Noite Branca de Braga distingue-se pelo envolvimento cultural que faz com outros projectos locais: «Ao longo destas 48 horas algo está sempre a acontecer e algo está sempre a surpreender-nos. Braga procura afirmar-se em vários sectores de actividade e alguns dos projectos que aqui são apresentados  conseguem mesclar, da melhor forma possível, várias dimensões».

O evento correspondeu a um investimento de 300 mil euros, pelo que a autarquia espera receber, também, 300 mil visitantes ao longo dos três dias. Falta dizer o preço dos bilhetes: 0 euros. Isso mesmo. Toda a programação cultural e musical é de entrada livre. «É gratuito, é para todos, só queremos que esteja bom tempo e que toda a gente venha e ver a cidade», apela Raquel Nair.
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