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Coliseu do Porto celebra 200 anos da independência do Brasil

O Coliseu do Porto associa-se às comemorações do bicentenário da independência do Brasil com um teatro musical, uma mostra de cinema, uma residência artística e uma exposição.

Coliseu do Porto celebra 200 anos da independência do BrasilChico Buarque no Lula Free festival Rio de Janeiro, Brasil, 2018 Leo Correa/Associated Press
Agência Lusa

O Coliseu do Porto associa-se às comemorações do bicentenário da independência do Brasil com um teatro musical, uma mostra de cinema, uma residência artística e uma exposição entre 07 de setembro e 15 de novembro, anunciou hoje a sala.

Sob o título "MPB - Movimento Porto Brasil", estas quatro iniciativas procuram celebrar a "enorme diversidade e riqueza da cultura brasileira", pode ler-se num comunicado do Coliseu enviado à Lusa.

A 07 de setembro inaugura-se "Contracapa", uma exposição de 20 ilustrações da autoria de Júlio Dolbeth que interpreta capas de discos que marcam a história da música brasileira.

Caetano Veloso, Elis Regina, Elza Soares, João Gilberto, Maria Bethânia, Os Mutantes e Chico Buarque são alguns dos artistas retratados nesta exposição, que contou com a colaboração do programador André Gomes e que teve uma primeira mostra este ano, no Auditório de Espinho, no distrito de Aveiro.

Esta mostra poderá ser vista gratuitamente até 15 de novembro, em dias de espetáculo no Coliseu do Porto.

O nome de Chico Buarque volta a estar associado à programação a 20 de outubro, dia em que sobe ao palco principal "Gota d'Água {Preta}", peça de teatro musical dirigida e protagonizada por Jé Oliveira, a partir da obra escrita por Chico Buarque e pelo poeta Paulo Pontes em 1975.

"Se o musical de Chico e Paulo Pontes adaptou a tragédia grega de Medeia aos morros do Rio de Janeiro, para discutir as implicações sociopolíticas da ditadura militar brasileira, então vigente, a releitura de Jé Oliveira atualiza a obra, reunindo um grande elenco predominantemente negro, onde se realça a realidade da mulher negra e a luta de classes, ainda tão atual", referiu o Coliseu.

A peça, que recebeu várias nomeações e distinções, nomeadamente o Prémio da Associação Paulista de Críticos de Arte para Melhor Direção, tem um DJ, instrumentos de percussão, guitarra, violão, cavaco e saxofone tocados ao vivo. Chega ao Porto inserida na Mostra São Palco 2022, organizada pela companhia O Teatrão, e à qual o Coliseu se associa.

Já entre 15 de setembro e 15 de novembro decorre a Mostra de Cinema Documental Brasileiro onde serão apresentados um conjunto de documentários relacionados com a cultura brasileira, como "Tropicália", filme onde o realizador Marcelo Machado mostra um olhar contemporâneo deste movimento cultural que explodiu no Brasil na década de 1960.

Entre exibições inéditas ou projeções de filmes de antologia, recuperam-se alguns dos momentos fundamentais da história da cultura brasileira, das favelas aos palcos onde a mesma se foi forjando, e os cruzamentos entre música, dança, artes plásticas, arquitetura ou teatro de intervenção, ressalvou a instituição.

As exibições serão complementadas com um ciclo de mesas redondas para debater os temas centrais de cada obra com convidados de várias áreas artísticas e cívicas.

Durante o mesmo período terá lugar na sala Lounge Ageas - um novo espaço de residências artísticas e valorização dos profissionais das artes visuais - a primeira residência artística lançada pelo Coliseu.