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Músicos revoltados com a decisão do Supremo dos EUA que anula direito ao aborto

A proteção do direito ao aborto estava em vigor no país desde 1973. A partir de agora, cada Estado decidirá se mantém ou proíbe tal direito.

Músicos revoltados com a decisão do Supremo dos EUA que anula direito ao aborto Richard Shotwell/Invision/Associated Press
Redação

Esta sexta-feira, 24 de junho, o Supremo Tribunal dos Estados Unidos anulou a proteção do direito ao aborto em vigor no país desde 1973. A decisão permitirá a cada Estado decidir se mantém ou proíbe tal direito e foi tomada por juízes da mais alta instância judicial, atualmente com uma maioria conservadora.
 

Com esta decisão, que é tida como histórica, é anulada a decisão do famoso processo "Roe vs. Wade", que, desde 1973, protegia como constitucional o direito das mulheres ao aborto.
 
Significa isto que a viragem na lei devolve aos Estados Unidos a situação que era vigente antes do julgamento e com a qual cada Estado podia autorizar ou proibir a interrupção voluntária da gravidez. 

Logo depois de ser conhecida a decisão do Supremo Tribunal dos Estados Unidos, começaram a surgir reações nas redes sociais. Muitos artistas norte-americanos estão a manifestar indignação pelo retrocesso na lei. 

Entre os primeiros a reagir estão os Pearl Jam, banda que defende o movimento pro-choice (pró-escolha) há algumas décadas. "Ninguém, nem o Governo, os políticos ou o Supremo Tribunal devem impedir o acesso ao aborto, ao controlo da natalidade ou aos contracetivos", começa por escrever a banda norte-americana. "As pessoas devem ter LIBERDADE de escolher. A decisão tomada hoje terá impacto em toda a gente e vai afetar particularmente as mulheres mais pobres que não têm dinheiro para usufruir do sistema de saúde. Vamos continuar ativos. Não vamos baixar os braços e não vamos desistir". 
 




Taylor Swift também expressou indignação pela decisão que reverte o direito constitucional ao aborto. "Estou absolutamente aterrorizada que estejamos neste ponto", escreveu a cantora. "Depois de tantas décadas de luta pelo direito que as mulheres têm sobre os seus corpos, a decisão de hoje veio destruir isso tudo", acrescentou.    
 


O músico e produtor FINNEAS mostrou revolta com uma publicação no Twitter: "não tenho outra coisa para dizer que não seja um que se lixe isto tudo". 


"Um dia devastador na História. Um dia devastador para o futuro. Voltámos atrás no tempo. A luta começa agora", escreveu a cantora Cat Power nas redes sociais.



"Isto é horrível!", escreveu o músico britânico Youngblud. "Acabaram de tirar o direito de decisão sobre o próprio corpo. O teu corpo, a tua escolha".  


A dupla indie norte-americana Best Coast fez uma publicação com a frase: "este país é uma desgraça".


"Quando as armas têm mais direitos que as mulheres", escreveram os nova-iorquinos The Knocks.