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António Guterres defende que Rússia não deve ser excluída da conferência dos Oceanos

Cimeira organizada pelas Nações Unidas irá decorrer em Lisboa.

António Guterres defende que Rússia não deve ser excluída da conferência dos OceanosEPA
Rui Tomás

O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, defende que a Rússia não deve ser excluída da Conferência dos Oceanos, uma vez que os países que "contribuem para os problemas têm de contribuir para as soluções".

Numa entrevista à agência Lusa divulgada hoje às 05h00 , a três dias do início da conferência organizada pela ONU em Lisboa, Guterres garante não estar preocupado com o legado que deixará enquanto secretário-geral, mas em fazer o seu melhor pelo ambiente e pelos oceanos, avaliando que a conferência de Lisboa será de "enorme importância".

O diplomata alerta que as alterações climáticas são "um dos piores perigos para a segurança coletiva" mundial e sublinha que disputas por água e o progresso da desertificação são já fatores de guerra em África.

António Guterres lamenta que vários países tenham visto na guerra na Ucrânia uma "justificação para investir mais" em combustíveis fósseis ao invés de energias renováveis, sublinhando a necessidade de tirar "lições" deste conflito e que este veio também evidenciar a "necessidade imperiosa" de investir rapidamente na "transição verde".

O secretário-geral das Nações Unidas afirma que a reunião entre a ONU, Rússia e Ucrânia na Turquia, prevista para "as próximas semanas" e focada no transporte de cereais, será o culminar "de meses de trabalho intenso".