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Elvis Presley: 10 curiosidades sobre o Rei

Hoje, 23 de junho, estreia o filme "Elvis". O ator Austin Butler é quem veste a pele do músico que mudou o curso da história do rock & roll.

Elvis Presley: 10 curiosidades sobre o Rei Associated Press
Redação

"Elvis" - o biopic sobre Elvis Presley - estreia hoje nos cinemas portugueses. A realização é de Baz Luhrmann, cineasta australiano que assinou filmes como "O Grande Gatsby", Romeu + Julieta" ou "Moulin Rouge", e acompanha a vida do cantor e ator de Tupelo, Mississippi, desde os tempos de infância até ao dia do último suspiro, a 16 de agosto de 1977.

O cantor - um dos astros maiores da música e um revolucionário na agilidade dos movimentos - tinha apenas 42 anos quando o coração lhe falhou. O filme foca a ascensão do cantor histórico mas também a relação que este mantinha com o controlador Colonel Tom Parker, o seu empresário, interpretado por Tom Hanks.


Embalados pela estreia do filme, que teve luz verde dos herdeiros do músico, resgatamos 10 curiosidades sobre Elvis Aron Presley - o Rei do Rock & Roll.

1. A primeira guitarra

O pequeno Elvis esgueirava-se da mão dos pais para cantar e dançar à frente dos coros da igreja, ainda em Tupelo, e recebeu a primeira guitarra quando tinha apenas 11 anos. Foi uma prenda da mãe, a protetora Gladys Presley. A guitarra, que na altura valia cerca de sete dólares, foi essencial para a narrativa biográfica do músico mas nem foi a primeira opção de prenda que Elvis pediu à mãe. O músico queria uma espingarda, mas Gladys achou demasiado perigoso.


2. O interesse pela música negra 

Elvis era um rapaz curioso, com um código genético e o ânimo certo para desbravar as paixões que o moviam. E a música era um desses amores inesgotáveis e promissores. Era quase uma inevitabilidade. Elvis coexistia com a música (e com todas as suas variáveis) e não reconhecia fronteiras entre géneros ou expressões culturais que a sociedade da época dividia. Em Memphis, para onde a família se mudou em 1948, Presley fazia questão de frequentar as igrejas onde a fé reinava ao lado da celebração do gospel e da vibração e entrega da música negra. Eram outros tempos e géneros, como o rhythm & blues ou blues, estavam mais circunscritos. Elvis mudou isso. Os estilos e géneros, outrora distintos e designados a determinadas comunidades, coabitavam nas preferências e intenções musicais do Rei que também ouvia a música country que transbordava da rádio.    

 

3. Gladys, a mãe dedicada e protetora

Vernon e Gladys Presley (os pais) tiveram dois filhos gémeos, mas só Elvis sobreviveu ao parto. O irmão Jesse não conseguiu. A tragédia abalou a estrutura da famíla mas também multiplicou o amor e o dever de proteção de Gladys pelo filho sobrevivente. A desmesurada dedicação da mãe marcou profundamente Elvis que devolveu o amor em gratidão. A famosa Graceland, a casa de Elvis e a pérola de Memphis, foi uma prenda do músico para os pais.  


Quando Gladys morreu em 1958, com apenas 46 anos, Elvis ficou arrasado. Muitos dizem que Presley nunca conseguiu ultrapassar tamanha perda. "Tenho o coração partido. Era a minha miúda", disse o cantor na altura. 


4. "Era o ser humano mais eclético que alguma vez conheci"

A frase é de Jerry Schilling, amigo de Elvis, e fomos buscá-la ao documentário "Elvis Presley: The Searcher", do realizador Thom Zimny. "Ele apanhava algo de um cantor ou até do andar de alguém que via na rua", acrescentou Schilling. Elvis estudava, absorvia o que via e aplicava
 

 

5. Primeiro single foi uma versão de uma canção do universo blues

'That's All Right Mama', de Arthur Crudup (homem do blues) foi o primeiro single de Elvis Presley. A versão ganhou uma nova vida, quase por acidente, durante as sessões de gravação na editora Sun, localizada em Memphis e gerida por Sam Phillips. Scotty Moore (guitarra) e Bill Black (baixo) acompanharam o músico na gravação em 1954. Sam Phillips, que ajudou o músico a levantar voo, estava à procura de um cantor e acabou por esbarrar no talento e na substância atípica de Elvis.


6. Elvis conheceu Priscilla na Alemanha


Elvis Presley serviu as forças armadas norte-americanas e esteve destacado na Alemanha - país onde conheceu Priscilla Beaulieu, que na altura tinha 14 anos. Elvis tinha 24. Priscilla estava em solo alemão por causa do destacamento do pai que estava na Força Aérea.

 

O casal conheceu-se em 1959. Conta-se que o cantor, já famoso nessa época, cantou uma série de canções a Priscilla com o propósito de a conquistar. Uma dessas canções teria sido o êxito 'Are You Lonesome Tonight?'. 


Elvis, que andava nos circuitos da fama e frequentava a realidade hollywoodesca, viu a jovem Priscilla como uma mulher pura e talvez por isso como a esposa ideal. Os dois casaram em 1967, em Las Vegas, e tiveram uma filha, Lisa Marie Presley, que nasceu pouco tempo depois do casamento. O divórcio chegou em 1973. 

 

7. A razão pela qual Elvis Presley nunca fez digressões pelo mundo 

Tirando algumas atuações no Canadá em 1957, Elvis nunca subiu aos palcos fora dos Estados Unidos. A razão nunca se prendeu com a vontade do músico mas sim com a do controlador agente Colonel Tom Parker que, não tendo cidadania norte-americana, não queria arriscar ser deportado. Parker receava que se viajasse com Elvis, poderia ser impedido de regressar aos Estados Unidos. Não acompanhar Elvis também não seria propriamente uma hipótese uma vez que Parker queria controlar todos os aspetos da carreira do Rei. Para tentar dar a volta ao problema e "levar" Elvis aos diferentes cantos do mundo, o polémico agente lembrou-se de transmitir, via satélite, um concerto que o músico deu no Havai.
 


8. Quando os Beatles foram visitar o Rei 

Foi em agosto de 1965 que John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr (fãs do Rei Elvis) deram um pulinho a Los Angeles para atuar no Hollywood Bowl. A ocasião serviu para - finalmente - chegarem ao símbolo real do rock - algo que queriam fazer há algum tempo. Não terá sido à toa que John Lennon chegou a afirmar que "sem Elvis os Beatles não existiam". Os relatos que os quatro fabulosos fazem do encontro estão espalhados em várias entrevistas que facilmente encontramos no YouTube.

Disse George Harrison, por exemplo, que quando chegaram a casa de Elvis, o músico estava sentado no sofá, a arranhar as cordas de um baixo e a ver televisão. O encontro entre as duas referências colossais da época foi combinado com o maior secretismo possível para evitar uma enchente a dobrar de fãs - os de Elvis e os dos Beatles. 
 


9. O dueto póstumo com a filha Lisa Marie Presley

'Where No One Stands Alone', que junta as vozes de pai e filha graças à tecnologia, aparece numa compilação póstuma, recheada com temas gospel e editada em 2018. A canção original foi lançada com o disco "How Great Thou Art", de 1967. "Foi uma experiência muito poderosa e comovente cantar com o meu pai. A letra significa muito para mim e toca-me na alma. Acho que isso também aconteceu com o meu pai", disse Lisa Marie quando o dueto foi lançado. 


 

10. A última canção 

Foi o clássico 'Can't Help Falling in Love' que fechou o concerto que Elvis Presley deu no Market Square Arena, em Indianápolis, Estados Unidos, a 26 de junho de 1977. O derradeiro concerto aconteceu sete semanas antes de Elvis morrer. Tinha 42 anos.