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Shakira vai mesmo a tribunal por fraude fiscal

Tribunal de Barcelona rejeitou o recurso da cantora. Shakira é acusada de ter defraudado o Estado espanhol em 14,5 milhões de euros.

Shakira vai mesmo a tribunal por fraude fiscal Associated Press

Shakira vai mesmo ter de enfrentar o tribunal para responder às acusações de fraude fiscal. A cantora é acusada de defraudar a autoridade tributária espanhola em 14,5 milhões de euros - crimes que alegadamente foram cometidos entre 2012 e 1014. Segundo avança hoje o jornal El Mundo, o Tribunal de Barcelona rejeitou o recurso interposto pela cantora para evitar ir a julgamento. A juíza que analisou o recurso considerou existirem indícios suficientes que apontam para a prática de crime fiscal. Ainda de acordo com a publicação espanhola, a artista colombiana arrisca pena de prisão e o pagamento de uma multa.  

Shakira terá defraudado o Estado espanhol entre 2012 e 2014 ao não pagar impostos sobre arrendamento e património, segundo anunciou a Agência Estatal de Administração Tributária espanhola em abril de 2021.

Na altura, a notícia foi avançada pela agência espanhola Efe, que citava fontes jurídicas. Como defesa, os advogados de Shakira sublinharam que a cantora, entre concertos e a agenda associada aos espetáculos, permaneceu apenas 184 dias em Espanha, e que, por essa razão, não tinha obrigação de pagar impostos naquele país.

Em janeiro de 2020, dois inspetores da agência tributária espanhola declararam, perante uma juíza de instrução, que a cantora não tinha feito o pagamento do Imposto de Renda entre 2012 e 2014, denúncia que foi reafirmada com um relatório produzido sobre o processo.

O processo remonta a 2018 e foi instaurado contra Shakira e o assessor fiscal da artista nos Estados Unidos. Ambos foram acusados de seis crimes contra a Agência Estatal de Administração Tributária, ao terem alegadamente elaborado um "plano" para "fugir" ao pagamento do Imposto de Renda e do imposto sobre o património com o recurso a sociedades radicadas em paraísos fiscais que eram formalmente os titulares dos bens de Shakira.

O Ministério Público espanhol sustenta que a cantora "canalizou os movimentos de capital gerado com a sua atividade profissional", através de empresas sediadas nas Ilhas Virgens britânicas, as Ilhas Caimão, Malta, Panamá e Luxemburgo.