Florence + The Machine e Kendrick Lamar nos lançamentos semanais

Novos discos também dos Black Keys e dos Smile, o novo projeto de Thom Yorke e de Johny Greenwood dos Radiohead.

Florence + The Machine e Kendrick Lamar nos lançamentos semanaisDR
Redação

Está cá fora a partir desta sexta-feira o quinto álbum de Florence + The Machine, "Dance Fever", que Florence Welch apresenta como "um conto de fadas em 14 canções". A cantora ruiva expõe mais o humor e menos o escudo da mitologia neste disco feito com aparato e que marca o ano musical. Florence + The Machine levou esta semana ao programa de TV de Jimmy Fallon duas das canções novas, que não devem falhar no alinhamento do concerto no NOS Alive, em Algés, a 7 de julho.

 

O primeiro álbum em quatro anos do rapper Kendrick Lamar, "Mr. Morale and the Big Steppers", sai hoje. Metralhadora de palavras e de sons, o MC norte-americano surge automaticamente de novo na dianteira do hip hop, com este novo carregamento de músicas (18 ao todo), onde participam convidados como Sampha, Ghostface Killah e Beth Gibbons (dos Portishead).

 

A dupla blues-rocker The Black Keys tenta recuperar a aura dos álbuns "Brothers" (de 2010) e "El Camino" (de 2011), com o disco "Dropout Boogie", gravado, como tem sido habitual, em Nashville, uma das cidades mais históricas da música norte-americana. O velho imaginário do grande país é revivido em cada acorde de guitarra, em cada pincelada do órgão, em cada baquetada, em busca da velha glória. 

 

O novo projeto dos membros dos Radiohead, Thom Yorke e Johny Greenwood, The Smile, lança hoje o seu álbum de estreia, "A Light for Attracting Attention", a menos de dois meses de tocarem no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, a 8 de julho. O trio completado pelo baterista dos Sons of Kemet, Tom Skinner, não teme as novas aventuras sónicas, que são elas próprias autênticas tempestades, com mais guitarras elétricas do que se podia prever. Quando surgirem as listas de melhores álbuns do ano, é muito provável que este disco venha a ser um dos mais citados.

 

A jovem cantora australiana Mallrat pode vir a ser uma das revelações da pop deste ano, com o longo de estreia que edita nesta sexta-feira, "Butterfly Blue". A artista de 23 anos articula bem a pop com as eletrónicas e o hip hop, só os diferenciando quando bem quer. Depois de três EPs, a maturação parece consumada neste álbum.

 

Saem também hoje os novos discos de Kevin Morby, "This Is a Photograph", dos Chainsmokers, "So Far So Good", de Becky G, "Esquemas", dos indie-rockers sul-coreanos Say Sue Me, "The Last Thing Left", e do nacional Luís Trigacheiro, "Fado do Meu Cante".

 

É hoje publicado, em duplo CD e em quádruplo vinil, o disco ao vivo dos Rolling Stones, "Live At El Mocambo", que reproduz os dois concertos surpresa da banda inglesa no clube de Toronto (no Canadá), El Mocambo, em 1977. Foram os primeiros concertos dos Stones em 14 anos num clube pequeno, para poucas mais que 500 pessoas, onde se incluía a Primeira-Dama do Canadá, Margaret Trudeau (mulher do Presidente de então, Pierre Trudeau). Desde que o quinteto londrino se tinha tornado famoso, não mais tinha voltado a tocar num espaço tão pequeno. Os dois concertos não faziam parte de qualquer digressão e foram envolvidos em secretismo, com a intenção de serem gravados para um disco ao vivo. 'Tumbling Dice', 'Brown Sugar', 'Jumpin' Jack Flash' ou 'It's Only Rock 'N' Roll (But I Like It)' são alguns dos temas que fazem parte deste disco, "Live At El Mocambo".

 

Premiado com o Play de Melhor Álbum de Fado de 2021, o disco de Camané, "Horas Vazias", é hoje finalmente editado em formato de vinil. Também em vinil, os Roxy Music prosseguem as reedições de toda a sua discografia, desta vez através de "Stranded" (de 1973) e de "Country Life" (de 1974), dos dias de efervescência do seu art-rock e das conotações com o movimento do glam.