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Repavimentação da EN109 avança em outubro

A informação foi dada esta quarta-feira pela Câmara Municipal de Gaia.

CCapela
Redação / Agência Lusa

A obra de reabilitação do esburacado lanço da Estrada Nacional 109 (EN109) na zona sul de Vila Nova de Gaia avança em outubro num investimento de 300 mil euros, anunciou esta quarta-feira a Câmara Municipal.

Trata-se do troço de 7,6 quilómetros, nas freguesias de Arcozelo e São Félix da Marinha, correspondente ao extemo norte da estrada litoral que liga os distritos do Porto e Leiria.

Os trabalhos estendem-se a parte da avenida João Paulo II, que liga a ponta final da EN109 ao nó da autoestrada 29 (A29).

A informação foi facultada à agência Lusa no dia em que a presidente da Junta de Arcozelo, entretanto reeleita, definiu a reabilitação da EN109 como uma das prioridades do seu novo mandato.

Por sua vez, o presidente da Junta de São Félix da Marinha, Carlos Pinto, definiu a reabilitação da EN109 como "uma urgência" e referiu, no que se reporta à sua freguesia, diligências para construção de passeios onde ainda não existam. Para o efeito, está a ser solicitada a cedência dos terrenos necessários aos proprietários de terrenos confinantes.

Além de Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto, a EN109, com um traçado total de 170 quilómetros, atravessa a corda litoral dos distritos de Aveiro, Coimbra e Leiria.

Em 2016, um estudo do Ministério da Administração colocava esta via entre as 10 mais mortíferas de Portugal - 1.077 acidentes, dos quais resultaram 34 vítimas mortais, entre 2010 e 2015.

No lanço correspondente ao concelho de Vila Nova de Gaia, em parte paralelo à linha ferroviária do Norte, a EN109 é a principal estrada de acesso à área urbana correspondente a Granja (freguesia de São Félix da Marinha), Aguda e Miramar (Arcozelo).

É também um dos principais acessos a Espinho e desta cidade ao nó de São Félix da A29, num traçado estreito, sem passeios, ou com passeios demasiado estreitos, e pavimento betuminoso muito degradado.

A estrada foi desclassificada entre Vila Nova de Gaia e Maceda, Ovar, e alguns troços foram suprimidos em 1995 devido à construção do IC1, um itinerário com perfil de autoestrada mas sem custos para o utilizador (SCUT), mais tarde rebaptizado de A29 e sujeita a pagamento de portagem em alguns troços a partir de 2010.

Face à introdução dessas portagens, na A29, parte do movimento regressou à EN109 e a vias locais alternativas aos troços suprimidos.

No caso concreto de Gulpilhares, em Vila Nova de Gaia, a câmara municipal lançou mesmo uma via de 700 metros com o objectivo declarado de permitir que os automobilistas pudessem evitar um dos pórticos de portagem eletrónica entretanto instalados na A29.