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Há uma nova loja dedicada totalmente à sustentabilidade

Várias marcas, novas e outras já conhecidas do público, vão estar presentes neste espaço criado a pensar numa mudança de comportamento mais responsável.

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Tânia Paiva

Chama-se Re.Love e é uma loja multimarca, a primeira do grupo dono do Freeport onde vão estar as coleções de roupa sustentáveis de marcas novas e já existentes. A loja está aberta até 30 de novembro em Alcochete e o projeto irá seguir depois para outros países da europa.

Karl Lagerfeld, Desigual, United Colors of Benetton, Hugo Boss, Osklen ou Pepe Jeans são algumas das marcas que estão presentes neste novo espaço. Além de reunir coleções especiais e com foco na questão ambiental, a loja estende o conceito de sustentabilidade também ao próprio espaço e decoração.

O grupo do qual faz parte o Freeport "é parceiro de mais de 850 marcas internacionais, e pelo nosso posicionamento responsável, sentimos a urgência de contribuir para a revolução na indústria da moda, que está atualmente a acontecer por todo o mundo. São novos tempos de mudança, onde a responsabilidade no consumo é vista como uma nova prioridade”, explica Natacha Villas Boas, uma das responsáveis do grupo Via Outlets, acrescentando que “neste sentido, o projeto Re.Love pop-up servirá como uma plataforma onde o grande objetivo é o de contribuir para alertar as comunidades para questões como os recursos do planeta, ajudando o consumidor a tomar melhores decisões para benefício das gerações futuras.”

A nova loja abriu a 3 de setembro e além da presença de coleções sustentáveis de várias marcas, vai contar também com um conceito de aluguer/compra de produtos de luxo em segunda-mão de marcas como a Prada, Chanel, Balenciaga, Gucci e Dolce & Gabbana.

Escolher marcas que produzem roupa de forma mais sustentável é um dos caminhos que algumas organizações ambientalistas apontam para atenuar os efeitos prejudiciais da indústria da moda, considerada a segunda mais poluente do Mundo.

Susana Fonseca, da associação ambientalista Zero defende que o primeiro passo e o mais importante é passarmos a consumir menos roupa e comprarmos apenas o que realmente precisamos. “Em termos de materiais, nós defendemos sempre as fibras naturais, mas também não queremos e não defendemos este consumo brutal, anual, de mais de quatro milhões de toneladas de roupa que circulam a nível mundial porque se toda esta roupa passar a ser produzida com fibras naturais seria um descalabro. As fibras, sejam elas quais forem, têm sempre que ser produzidas. Há aqui uma analogia interessante com a questão dos plásticos. As pessoas estão muito preocupadas com o plástico, mas em vez de pensarem em reutilizar mais, ou não comprarem tanto, pensam apenas nas alternativas, mas esquecem-se que todas essas alternativas têm sempre que vir de algum lado, têm sempre um impacto associado. Nós podemos melhorar o impacto, mas nós temos essencialmente que reduzir a quantidade que nós exigimos de recursos no nosso dia-a-dia, e isso nós só conseguimos fazer com coisas que sejam mais duráveis, de maior qualidade e que nós utilizemos durante mais tempo”, afirma Susana Fonseca.