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Politécnico de Leiria transforma resíduos de plástico do mar em produtos ecológicos

Transformação é feita através da impressão 3D. O projeto tem cofinanciamento da União Europeia.

DR - POLITÉCNICO DE LEIRIA
Redação / Agência Lusa

O Politécnico de Leiria vai transformar os resíduos de plástico recolhidos no mar em produtos ecológicos através da impressão 3D, no âmbito do projeto CircularSeas, de que é parceiro, de acordo com um comunicado da instituição de ensino enviado às redações.

O projeto CircularSeas está a ser desenvolvido em Portugal pelo CDRSP – Centro para o Desenvolvimento Rápido e Sustentado de Produto do Politécnico de Leiria, e visa a redução do impacto ambiental nos oceanos.

O objetivo deste projeto é promover a economia verde no Atlântico, através do desenvolvimento de produtos inovadores e ecológicos, peças e componentes para as indústrias marítimas, com a combinação da tecnologia 3D, utilizando resíduos de plástico recolhidos do mar e de novos polímeros de alto desempenho, renováveis e biodegradáveis, refere uma nota de imprensa do Politécnico de Leiria.

Com início em 01 de abril de 2019, o projeto terminará em 01 de março de 2022 e pretende até lá “aumentar a valorização dos resíduos de plástico marítimos, resultante das indústrias marítimas e também deixados nas praias (poluição) para converter num produto útil”.

Alguns exemplos de reaproveitamento dos resíduos poderão ser a criação de caixas para peixe ou moldes termoplásticos para barcos, através da utilização da impressão 3D, para as atividades económicas das indústrias marítimas.

Pelo que conta o Politécnico de Leiria, outras das metas do projeto é encorajar a comunidade a recolher os plásticos dos oceanos, “promovendo a sua despoluição e reduzindo o uso de peças de base plástica na indústria marítima, nomeadamente para os setores da pesca e estaleiros”, além de “diversificar as atividades económicas vinculadas ao crescimento verde”.

“Este trabalho consolida a missão do CDRSP na área da investigação como líder da manufatura direta digital, bem como reforça o seu posicionamento nacional e internacional na área da economia circular, afirma o diretor do Centro para o Desenvolvimento Rápido e Sustentado de Produto, Nuno Alves, citado na nota de imprensa.

O CircularSeas conta com um cofinanciamento da União Europeia de quase 1,5 milhões de euros, através do European Regional Development Fund integrado no Interreg Atlantic Area Programme.

Cinco países estão envolvidos nas entidades parceiras do projeto, através da Leartiker da Azaro Fundazioa, que lidera, e Universidade de Vigo (Espanha), Cork Institute of Technology (Irlanda), University of Plymouth (Reino Unido), Communauté d’Agglomération de La Rochelle da Université de La Rochelle (França), e CDRSP do Politécnico de Leiria (Portugal).

Tendo em conta os parceiros envolvidos no CircularSeas, as atividades práticas de recolha de resíduos de plástico decorrem em Peniche, distrito de Leiria (Portugal), Ondarroa e Vigo (Espanha), La Rochelle (França), Cork (Irlanda) e Plymouth (Reino Unido).

Em Portugal, a separação e seleção, lavagem e destruição do plástico (criação de granulado) decorreu nas últimas semanas e o objetivo é realizar o processo de tratamento desse plástico marítimo para a criação de novos produtos verdes, refere ainda a mesma nota.