Foguetão chinês está a cair em direção à Terra. Destroços podem atingir zonas habitadas

Vários especialistas explicam que os destroços do aparelho podem atingir uma área urbana entre Nova Iorque, Madrid, Brasil ou Nova Zelândia. 

Redação
04 maio 2021, 12:40

Um foguetão chinês, lançado a 29 de abril, está a cair de forma descontrolada em direção à Terra. Vários especialistas explicam que os destroços do aparelho com 21 toneladas e mais de 30 metros de altura podem atingir uma área urbana entre Nova Iorque, Madrid, Brasil ou Nova Zelândia. 

O Long March 5b foi lançado com o objetivo de enviar para o espaço o primeiro módulo da nova estação espacial da China. Apesar de ter sido cumprida essa parte da missão, há agora problemas com o que resta desse foguetão. Depois do módulo entrar no espaço, a nave espacial deveria reentrar na atmosfera terrestre e aterrar num local que tinha sido pré-determinado no oceano. 

O plano terá falhado e vários especialistas dizem que os bocados do aparelho vão mesmo reentrar na Terra nos próximos dias, podendo atingir zonas habitadas. Uma parte desses destroços são habitualmente queimados pela atmosfera e a outra parte pode acabar no oceano.

A incógnita agora é se irá atingir alguma zona habitada da Terra, quando é que isso poderá acontecer e se os destroços chegarão com uma dimensão significativa para causar algum dano. 

Caso venha a acontecer, este será um dos maiores casos de sempre de uma reentrada descontrolada de uma aeronave espacial na Terra.

O astrónomo Jonathan McDowell, conhecido por habitualmente fazer o rastreio de objetos que orbitam a Terra, explicou em entrevista ao site Space News, que a queda é tão imprevisível que os destroços podem cair ligeiramente a norte de Nova York, Madrid e Pequim, como também podem atingir zonas habitadas do sul do Chile ou de Wellington, Nova Zelândia. 

 

Entretanto, alguns radares terrestres utilizados ??pelos militares dos EUA para rastrear objetos no espaço detetaram o objeto e classificaram-no como sendo uma parte do foguete Long March 5b.

As críticas multiplicam-se, com vários especialistas desta área espacial a afirmarem que com os atuais padrões de qualidade e segurança que existem, a situação é inaceitável.