Dicas para educar o seu animal para a nova realidade do desconfinamento

A atitude dos donos é importante nesta nova etapa e há vários exercícios que pode fazer com o seu animal.

Mabel Amber (Pixabay)
Ana Lucas
08 abril 2021, 14:25

Quem adotou um animal de estimação durante o confinamento pode ter agora um problema com o regresso ao trabalho.

Estes animais podem não conhecer outra realidade senão aquela em que os donos passavam a maior parte do tempo em casa em teletrabalho, por exemplo. As mudanças de rotina podem afetar os comportamentos dos cães e gatos que sofrem, normalmente, de ansiedade por separação.

De acordo com o Instituto do Animal, desde há um ano, quando começou a pandemia, houve um aumento de pedidos de consulta para gatos que  sofreram perturbações comportamentais. Houve situações em que os gatos se tornaram agressivos e os donos não percebiam porquê, "senhoras que não conseguiam entrar em casa com medo do gato, porque o gato atirava-se para a cara e arranhava e fazia mal, porque estava em pânico", conta Sílvia Machado, fundadora do Instituto do Animal. 

Para minimizar o stress do seu animal e evitar que ele sofra de ansiedade por separação, existe uma série de exercícios que pode fazer para prepará-lo para o desconfinamento. Apresentar ao seu animal a nova realidade que se avizinha não é assim tão complicado, apenas requer paciência e disponibilidade.

Sílvia Machado, também diretora-geral do Instituto do Animal chama a atenção para a atitude dos donos que não devem "fazer nem uma grande festa à entrada nem à saída (...) porque promove a ansiedade por separação".

 

 

Sílvia Machado, dá algumas dicas para minimizar o impacto da separação. Os conselhos vão desde deixar o animal sozinho durante 30 segundos e ir aumentando esse tempo de forma gradual até que o animal perceba que "há o ir e voltar". Este é um exercício para fazer em várias vezes e durante alguns dias. Uma técnica que, segundo Sílvia Machado, está comprovada cientificamente. Já para os gatos basta deixá-los mais confiantes, estimulando-os com "uma série de jogos de escondidas e brinquedos".

 

 

Outra alternativa, segundo o Instituto do Animal, são os calmantes naturais que existem tanto para cães como para gatos.