Alunos da UMinho inventam autocarro com cozinha, horta e mercado

Projeto de sustentabilidade alimentar já tem interesse de alguns municípios.

UNIVERSIDADE DO MINHO
Agência Lusa
05 abril 2021, 12:53

Cinco estudantes da Universidade do Minho (UMinho) conceberam um autocarro que junta cozinha, horta e mercado, um projeto de sustentabilidade alimentar que já mereceu o "interesse" de alguns municípios, foi hoje anunciado. 

Em comunicado, a UMinho sublinha que o objetivo daquele projeto itinerante é "dar mais visibilidade" a produtores locais.

"A ideia consiste num 'food truck' (autocarro) com o piso superior para uma horta hidropónica (cultivo sem solo) e o piso inferior para uma cozinha/restaurante e uma banca de frutas e legumes", explica.

Associa ainda uma plataforma 'online' que permite ao cidadão poder comprar produtos frescos a produtores locais parceiros e ainda obter ofertas ou informações, como ver a pegada ecológica dos produtos comercializados. 

"Acreditamos numa rede comunitária de alimentação sustentável e no potencial deste projeto no mercado, que, sendo itinerante, permite chegar a todo o lado", diz Sofia Mota, uma das mentoras do projeto Floreo. 

A equipa estima ser preciso um investimento inicial de 100 mil euros e que se possa atingir os 50 mil consumidores em cinco anos. 

Para isso, prevê ações de 'franchising' e parcerias, "tendo os municípios do Porto, Braga e Guimarães já sido contactados e mostrado interesse no projeto". 

Os estudantes promotores fizeram ainda um estudo por questionário, verificando que 70% dos 200 respondentes aceitariam pagar 20% a mais por uma refeição saudável e 60% adquiririam produtos e serviços da Floreo. 

"Os consumidores estão mais conscientes e nós propomos uma alternativa saudável e sustentável, contribuindo assim de forma ativa para a salvaguarda do planeta e para sensibilizar a sociedade", refere Pedro Santos. 

Os alunos procuram agora concretizar o negócio, estando a avaliar fontes de financiamento e outras ações de inovação e empreendedorismo. 

Desenvolvido por cinco estudantes da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho, o projeto ganhou o Prémio EDP Groundbreaking, distinguindo-se entre os 26 que chegaram à final do Programa Start-Up da Junior Achievement Portugal (JAP).

O prémio permite também participar num programa profissional e em 'workshops' da EDP.

O trabalho envolve André Machado, Catarina Alves e Sofia Mota, do mestrado em Negócios Internacionais, a par de Pedro Santos e Sofia Cortinhas, do mestrado em Economia Industrial e da Empresa.