Covid-19: Costa confirma que confinamento mantém-se inalterado. Desconfinamento apresentado a 11 de março

O primeiro-ministro diz que ainda não é tempo para desconfinar. Escolas vão ser o primeiro passo do desconfinamento.

Redação
26 fevereiro 2021, 17:42

O primeiro-ministro, António Costa, afirmou esta tarde que "este, infelizmente, não é ainda o tempo do desconfinamento", motivo pelo qual o Governo aprovou o decreto regulamentar do estado de emergência sem qualquer alteração.

"O Conselho de Ministros, como era expectável, aprovou sem qualquer alteração a renovação do decreto lei que há 15 dias atrás tinha aprovado", referiu o primeiro-ministro, numa declaração desde o Palácio da Ajuda, em Lisboa. 

"Este, infelizmente, não é ainda o tempo do desconfinamento", justificou, explicando que o outro motivo para esta manutenção das medidas em vigor é o facto de estas estarem a produzir os efeitos desejados de controlo da pandemia de covid-19.

O primeiro-ministro, adiantou também que o Governo apresentará no dia 11 de março o plano de desconfinamento, que será gradual em termos de abertura de atividades. António Costa assegurou que o desconfinamento irá começar pelas escolas.

António Costa garantiu ainda que até ao final março vão estar vacinadas contra a covid-19 todas as pessoas entre os 50 e os 65 anos com comorbilidades associadas e cerca de 80% dos idosos com mais de 80 anos.

?Podemos confirmar o objetivo de até ao final de marco termos mais de 80% das pessoas com 80 anos totalmente vacinadas. Podemos assegurar o cumprimento da meta de termos a vacinação integral de todos os maiores de 50 anos mas com menos de 65 anos e que tenham comorbilidades associadas?, disse António Costa.

António Costa avançou que devido à vacinada AstraZeneca, que continua a não ser recomendada para os maiores de 65 anos, não se vai conseguir alcançar até ao final do março o objetivo de vacinar o número de pessoas suficientes entre os 65 e os 79 anos com comorbilidades associadas

?Significa isto que ainda estamos relativamente longe do momento em que podemos considerar os grupos de maior risco devidamente protegidos por via da vacinação?, frisou.

O primeiro-ministro disse ainda que Portugal tem "vindo a executar o plano de vacinação e a utilizar todas as vacinas que são disponibilizadas".