Cáritas promove peditório digital até 07 de março

Sob o lema "Cáritas 65 Anos: O Amor que Transforma", a iniciativa visa "evidenciar a ação da Cáritas no combate à pobreza e exclusão social".

Pedro Andrade
26 fevereiro 2021, 16:14

A Cáritas promove, entre 28 de fevereiro e 07 de março, a sua Semana Nacional, que inclui o habitual peditório de verbas para fins sociais, este ano em formato digital.

A Semana Cáritas, disse hoje a organização em comunicado, "reveste-se este ano de um peso especial", devido ao contexto de pandemia de covid-19, responsável pela situação difícil em que algumas famílias se encontram.

Sob o lema "Cáritas 65 Anos: O Amor que Transforma", a iniciativa visa "evidenciar a ação da Cáritas no combate à pobreza e exclusão social", segundo a nota hoje divulgada.

Os donativos vão ser recolhidos através da página na Internet da Cáritas e destinam-se a missões de "solidariedade e erradicação da pobreza".

"Este peditório tem como objetivo a angariação de verbas que vão reforçar a capacidade da rede Cáritas na resposta aos atendimentos sociais e no desenvolvimento e implementação de projeto sociais locais", salientou a organização humanitária ligada à Igreja Católica, no mesmo comunicado.

De acordo com a nota de imprensa, em 2020 a Cáritas atribuiu apoios financeiros diretos no valor de 1,5 milhões de euros, a que se soma ajuda alimentar, de bens essenciais "e outras respostas sociais de emergência".

Entre abril do ano passado e este mês, no âmbito do programa nacional "Vamos Inverter a Curva da Pobreza em Portugal", foram apoiadas cerca de dez mil pessoas que viram os seus rendimentos afetados pela covid-19, correspondentes a cerca de 10% do total de ajudas da rede nacional, informou a Cáritas.

Os principais motivos das situações de carência que levaram à intervenção da Cáritas prendem-se com a "redução significativa de rendimentos pela perda de posto de trabalho, ou por rendimentos insuficientes, seja salário ou reforma".

A ajuda da Cáritas tem sido direcionada para "o pagamento de rendas de habitação, despesas de saúde e medicamentos e pagamento de despesas de eletricidade", pormenorizou a organização humanitária, no comunicado hoje divulgado.