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Novos álbuns hoje de Sam Smith e de Ariana Grande

Discos de D.A.M.A. e de Tiago Bettencourt também entre as novidades desta sexta-feira.

Novos álbuns hoje de Sam Smith e de Ariana GrandeDR - capas dos álbuns "Love Goes" e "positions"
Redação

Do golpe amoroso ao golpe da pandemia, o terceiro álbum de Sam Smith sobreviveu, com um novo título "Love Goes" e várias modificações, chegando hoje ao domínio público, depois de um grande adiamento. As baladas do novo disco vivem da nostalgia do seu antigo par amoroso, incluindo 'Kids Again', que merece este videoclipe em baixo acabado de publicar.

 

Ariana Grande ganhou bravura e tomou o tema delicado do sexo no álbum "positions", que sai hoje para as lojas e para as plataformas digitais. É o sexto longo de estúdio da cantora pop e conta com as colaborações de The Weeknd, Ty Dolla Sign e Doja Cat. No vídeo em baixo do tema-título, Ariana Grande assume o cadeirão presidencial da Sala Oval da Casa Branca, em Washington.

 

Os D.A.M.A. lançam hoje o álbum "Sozinhas à Chuva", numa altura em que o trio tuga está infetado com covid-19, a doença pandémica que curiosamente afetou todo o processo de gravação deste disco, trabalhado em confinamento, com Miguel Coimbra, Kasha (Francisco Pereira) e Miguel Cristovinho mais afastados uns dos outros do que desejariam. Em entrevista à nossa rádio, que pode ser ouvida neste link, os três membros dos D.A.M.A. e as cantoras convidadas do disco Carolina Deslandes e Bárbara Bandeira falam sobre a forma como gravaram os temas de "Sozinhas à Chuva".

 

Tiago Bettencourt publica nesta sexta-feira o seu sétimo álbum de originais, "2019 Rumo ao Eclipse". Tal como o ex-Toranja explica à Lusa, ""embora eu aponte para um ano em específico e suas orbitas, estes enredos não estão presos a nenhuma data ou espaço temporal uma vez que são parte intrínseca daquilo que acompanha a vida de cada um de nós: a nossa humanidade". Para melhor traduzir os seus pensamentos, Tiago Bettencourt contou com a ajudas das vozes de Mariza (em 'Nuvem'), do ator Ivo Canelas ('Intro Fachada') e de Cláudia Pascoal e de Mariana Norton nos coros.

 

O mais outonal músico da soalheira Califórnia, de nome E, continua a carregar com os seus Eels, como o seu único membro permanente. Hoje tem mais um punhado de canções para dar ao mundo, de título "Earth to Dora". A melancolia continua a ser a sua luz, embrulhada em elegância.

 

Elvis Costello é um dos muitos músicos que viu o seu plano de edição de um novo álbum abalado pela crise sanitária atual. Mas ei-lo a partir de hoje, "Hey Clockface", com um suporte jazzístico de monta, acompanhado por uma gama de metais que inclui o já pouco usual serpentão (da família dos trombones, mas com o tal serpenteado que é uma obra-prima de mecanotecnia). A voz de Costello mantém-se inconfundível, pausada e sabiamente ciente da sua finitude humana.   

 

Hoje saem também o EP visual do coletivo experimental nacional Loosers, "Kill Screen", e os álbuns dos rockers Bring Me the Horizon, "Post Human: Survival Horror", do rapper Dizzee Rascal, "E3 AF", e dos veteranos australianos Midnight Oil, "The Makarrata Project". Também já se sente que o Natal está mesmo muito próximo, atentando aos discos novos de Meghan Trainor, "A Very Trainor Christmas", e dos Goo Goo Dolls, "It's Christmas All Over".

O passado está vivo no presente, sobretudo no mercado discográfico. Hoje temos várias formas de mexer no baú da história. Temos os primeiros anos da carreira de Joni Mitchell antes do álbum de estreia escancarados na caixa de cinco CDs, "Archives Vol. 1: The Early Years (1963-1967)", que inicia uma sequência de edições sobre o arquivo da cantora canadiana. Também dos tempos antes da fama e da obscuridade, sai nesta sexta-feira uma compilação de maquetas dos Mr. Bungle, "The Raging Wrath of the Easter Bunny Demo", a banda de Mike Patton antes e depois do seu envolvimento nos Faith No More. É de assinalar igualmente uma edição mais aparatosa: a caixa de dez CDs dos Tangerine Dream, "Pilots of Purple Twilight - The Virgin Recordings 1980 - 1983", que tem o grosso de um dos períodos mais férteis da banda de eletrónica alemã, no início dos anos 80.
 
Fechamos este levantamento pelos lançamentos de hoje com a reedição do décimo álbum dos U2, "All That You Can't Leave Behind", que comemora os vinte anos desta obra afamada pelos temas 'Beautiful Day', 'Elevation' ou 'Walk On'. Esta reedição tem um recheio robusto, com a faixa-bónus, a nº 12 'The Ground Beneath Her Feet' (composta para o filme do amigo Wim Wenders, "The Million Dollar Hotel"), num total de 51 faixas (lados-b, reservas de estúdio, e os temas ao vivo do concerto em Boston de 2001, eternizadas no DVD "Elevation 2001: Live from Boston"). Como se não bastasse, há ainda um livro de fotografia de 32 páginas do artista holandês Anton Corbijn, que há muito retrata a banda. "All That You Can’t Leave Behind" simboliza o regresso dos U2 ao som mais físico de quarteto.