Kim Kardashian e outras celebridades boicotam Instagram e Facebook

Várias celebridades e empresas decidiram "congelar" as suas redes sociais por 24 horas para combater o "ódio e a desinformação".

Redação
16 setembro 2020, 15:25

Kim Kardashian West e várias celebridades "congelaram" as suas contas no Instagram e no Facebook esta quarta-feira, por 24 horas, em protesto contra o "ódio, a propaganda e a desinformação". 

Assim, juntam-se à campanha norte-americana #StopHateForProfit, lançada em junho por ativistas dos direitos civis, exigindo que o Facebook, dono do Instagram e Whatsapp,  implemente medidas mais restritivas contra conteúdos de ódio e desinformação nas plataformas.  

Kim Kardashian anunciou a decisão na sua conta de Instagram dizendo que a "desinformação partilhada nas redes sociais tem um impacto sério".

Kardashian sublinha que não pode mais "manter o silêncio enquanto estas plataformas continuam a permitir a disseminação de propaganda de ódio e desinformação."

 

 

Jennifer Lawrence, Leonardo DiCaprio, Katy Perry, Ashton Kutcher e Sacha Baron Cohen são outras celebridades que juntaram-se à campanha, alguns dos quais já se tinham pronunciado sobre o assunto. 

 

A cantora Katy Perry afirmou, através de uma publicação no Instagram, que não poderia "fechar os olhos a grupos e publicações que espalham desinformação odiosa".

 

 

 

O ator Ashton Kutcher aponta no seu Instagram que "estas ferramentas não foram construídas para espalhar o ódio e a violência".

 

 

 

Ao receber um prémio numa conferência organizada pela Anti-Difamation League (Liga Anti-Difamação) em 2019, o ator e comediante Sacha Baron Cohen afirmou que se Hitler tivesse publicado anúncios "sobre o problema judaíco" que o Facebook "o teria deixado", sugerindo que "se alguém pagar, o Facebook transmitirá toda a publicidade 'política' que essa pessoa quiser, mesmo que contenham mentiras". 

Além de celebridades, milhares de empresas como a Adidas e a Colgate juntaram-se à campanha, noventa das quais "congelaram" as suas contas esta quarta-feira e por 24 horas.

#StopHateForProfit é organizada por vários grupos em defesa dos direitos civis que acusam o Facebook e o Instagram de não fazer o suficiente para combater o "discurso de ódio" e a desinformação.

Os grupos afirmam que esta operação vem a propósito das eleições americanas, que desde 2016 têm gerado polémica para o Facebook por causa do aumento de desinformação na plataforma e o fornecimento ilegal de dados pessoais para campanhas eleitorais. Desde então, alguns países têm formado comités para analisar o papel da empresa na democracia. 

Desde junho que Facebook tem anunciado várias medidas para combater a desinformação, prometendo marcar conteúdos prejudiciais ou enganosos, proibir anúncios que promovam a ideia que pessoas de certas "raças, etnias, origens nacionais, afiliações religiosas, castas, orientações sexuais, ou identidade de género" são perigosas para a sociedade. 

A propósito das eleições dos EUA deste ano, Mark Zuckerberg afirmou, numa publicação em junho, que o "Facebook vai tomar as medidas necessárias para que todos se sintam seguros e informados."

O grupo ativista afirma que as medidas tomadas até agora "não são suficientes para proteger a democracia".

A BBC refere que no ano passado o Facebook adquiriu $70 mil milhões de dólares (59 mil milhões de euros) em anúncios publicitários.