Resposta à Covid-19 domina discurso sobre Estado da União

O Chefe de Gabinete do Parlamento Europeu em Portugal, Pedro Valente da Silva, decifra o que vai ser discutido e o que está em cima da mesa na sessão que está a decorrer.

Redação
16 setembro 2020, 00:05

O primeiro discurso sobre o Estado da União proferido pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, acontece esta manhã, na sessão plenária de ‘rentrée' do Parlamento Europeu, e será dominado pela resposta europeia à crise da covid-19.

Inaugurado pelo antigo presidente da Comissão José Manuel Durão Barroso, em 2010, o discurso do Estado da União tornou-se o ‘cartaz’ da sessão plenária de setembro, sendo a oportunidade de o executivo comunitário e os eurodeputados discutirem os grandes desafios e prioridades para os 12 meses seguintes, com a pandemia da covid-19 a ser este ano o tema incontornável.

A resposta europeia à crise da covid-19 deverá dominar o discurso de Von der Leyen, numa altura em que a pandemia continua bem presente, como o demonstra o facto de, pela primeira vez, o Estado da União não ter lugar em Estrasburgo.

A decisão, mal acolhida pelas autoridades francesas, foi tomada na semana passada pelo Parlamento Europeu, em virtude de a região francesa do Baixo Reno ter sido classificada como ‘zona vermelha’ ou de alto risco de contágio.

Além de previsivelmente muito presente no debate sobre o Estado da União, a crise da covid-19 também domina boa parte da agenda da sessão que termina amanhã, com os eurodeputados a votarem um parecer legislativo sobre os recursos próprios, peça essencial da Fundo de Recuperação acordado pelos líderes em julho passado, e a debaterem e votarem uma resolução sobre como melhorar a coordenação dos Estados-membros face à pandemia, como critérios comuns para restrições à livre circulação.

Na quinta-feira, a concluir uma agenda muito preenchida, o Parlamento Europeu irá debater e adotar uma resolução sobre a situação humanitária no norte de Moçambique, designadamente na província de Cabo Delgado, palco de ataques por grupos terroristas desde outubro de 2017, que já causaram a morte de, pelo menos, 1.059 pessoas em quase três anos, além da destruição de várias infraestruturas.

O Chefe de Gabinete do Parlamento Europeu em Portugal, Pedro Valente da Silva, explica o que está em cima da mesa, o impasse nas negociações sobre o Orçamento Comunitário e o Fundo de Recuperação, bem como outros temas dominantes nesta sessão plenária.