São João no Porto: o que pode e não pode fazer para celebrar a data

Os tradicionais festejos populares acontecem em plena pandemia e, por isso, foram cancelados. Ainda assim, a data pode ser celebrada.

Pedro Andrade
23 junho 2020, 06:40

Em plena pandemia, os festejos de S. João nas ruas do Porto estão proibidos.

Sem os típicos arraiais, as celebrações pela cidade só voltam em 2021, mas até lá a data pode (e deve) ser comemorada em casa.

Saiba o que está autorizado e o que não pode mesmo fazer nesta época tão especial para a Invicta.

Tradição ainda é o que era, mas dentro de casa

O presidente da autarquia do Porto, Rui Moreira, já tinha dito que “não pode haver facilitismo quanto às festas de São João”.

Ainda assim, a autarquia não quer deixar passar a data em branco e aconselha a população a festejar em casa.

Para isso, o município lançou uma campanha intensa de sensibilização em que apela a todos os cidadãos a celebrar o santo popular dentro de portas. “Arraial? Só meia dúzia no quintal”, é apenas uma das mensagens que estão espalhadas por toda a cidade.

Manjericos continuam à venda

Sem arraiais à vista, a venda de manjericos, uma das principais tradições da época, continua a ser feita nos locais habituais da cidade.

É o caso da Praça do Marquês, a Alameda das Fontainhas, as Praças da Batalha e da República, ou a estação de S. Bento.

A venda começou na semana passada, a 16 de junho, e prolonga-se até ao final do mês, no dia 30 de junho.

Pequenos grupos podem circular pelas ruas da cidade

Apesar das proibições, o presidente da autarquia disse que os portuenses são livres de assinalar a data, se assim o entenderem, quer "deambulando pela cidade" quer organizando-se em pequenos grupos.

O objectivo é que a saúde pública não seja colocada em risco.

Ajuntamentos proibidos e salas de espetáculo encerradas

Para que sejam cumpridas as normas de segurança impostas pela Direção-geral de Saúde (DGS), que proíbem os ajuntamentos com mais de 20 pessoas, os festejos do São João pelas ruas da cidade estão cancelados. Por isso, os típicos bailaricos e bancas de comes e bebes estão proibidos.

O tradicional fogo-de-artifício no Rio Douro também está cancelado, decisão conjunta entre as autarquias do Porto e de Vila Nova de Gaia, anunciada a 04 de abril.

Além das restrições de horários, as salas de espetáculo vão estar encerradas na noite de 23 de junho e, por isso, as sessões marcadas para este dia não podem ser realizadas.

Lojas fecham mais cedo e Ponte D. Luís interdita a circulação

Esta terça-feira, dia 23 de junho, as lojas de conveniência fecham mais cedo, às 19h00, assim como os cafés e pastelarias.

Já os restaurantes não podem ter ninguém dentro dos estabelecimentos a partir das 23h00.

Mas há mais: esta noite, a circulação na Ponte D. Luís I está interdita, tanto a automóveis como a peões, e as ações de fiscalização e patrulhamento vão ser reforçadas.

Transportes públicos com oferta (muito) reduzida

Ao contrário do que tem disso habitual nos últimos anos, com um reforço da oferta dos transportes públicos, desta vez estes serviços não contam com qualquer operação especial para esta noite.

O Metro do Porto só vai circular até às 23h30, antecipando assim em hora e meia o encerramento de todas as linhas.

Por motivos de segurança, o serviço a partir da Estação do Jardim do Morro, em Vila Nova de Gaia, encerra mais cedo, às 20h00.

Já a STCP vai suspender a "Rede de Madrugada". Será assegurado apenas o serviço noturno normal, para "assegurar a mobilidade de trabalhadores em regresso ou ida para o trabalho". Amanhã, dia 24 de junho, o serviço diurno funcionará com o o horário "domingos e feriados".

A CP- Comboios de Portugal também vai alterar a oferta noturna em noite de São João. Assim sendo, no final deste dia 23 de junho e na madrugada do dia 24 de junho, são mantidos os comboios da oferta regular, sendo suspensas as ligações entre Porto-Campanhã e Porto-São Bento a partir das 20h50.

Balões de São João não devem ser lançados

Assim como já vem sendo hábito desde 2017, por altura do grande fogo de Pedrógão Grande, a Proteção Civil pede à população para que não sejam lançados os tradicionais balões de São João.

O objectivo é minimizar o risco de incêndio.