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'Tenho sempre esta visão quase mística do voo, de estar a voar colado às nuvens'

Pedro Lacerda, ator, encenados e praticante de parapente e asa delta, esteve à conversa com o Rui Maria Pêgo e a Ana Martins.

Tem uma das vozes mais bonitas e características dos palcos e ecrãs. Pedro Lacerda é ator e encenador e tem estado a ensaiar para “Dicionário da Fé”, um texto do Gonçalo M. Tavares, que estará em cena no Teatro Nacional D. Maria II quando o Covid quiser - e também numa versão vídeo online, muito em breve. 

Viu-o também recentemente em “Bem Me Quer” na TVI, ou na série “Terra Nova” na RTP, mas o currículo já é tão vasto desde o conservatório há mais de 20 anos, que não há ninguém com quem não deve ter trabalhado ainda em Portugal. 

Praticante de parapente e asa delta, Pedro conta que já levou muita gente a voar e “as pessoas gritam nessa parte, quando passam por cima da falésia a 40 metros do chão. A partir desse grito começam a voar, começam a ter prazer em voar”. O ator diz que tem “sempre esta visão quase mística do voo, de estar a voar colado às nuvens ali por cima da beira e ver as aldeias e ver formas nas aldeias”. 

Sobre o teatro conta que quando foi fazer uma peça ao Porto, há alguns anos, teve dias muito felizes e dias muito tristes. Lembra-se de “ir de bicicleta para a Foz, depois do espetáculo, uns dias ia a cantar e outros dias ia quase a chorar, porque o espetáculo me tinha corrido muito bem e no dia seguinte tinha corrido muito mal”. Depois de se ter apercebido destas mudanças de estado de espírito, pensou, “tens que arranjar aqui uma maneira, um meio termo, nem és incrível nem és uma grane porcaria, por isso tens que encontrar aqui um meio”. 

Pode ouvir a conversa aqui!