Pegou nas notícias mais absurdas que leu e escreveu ?Ninguém quer saber?

Foi vocalista dos Peste & Sida e esteve no Era o Que Faltava onde falou sobre o álbum de estreia da Luta Livre. Há até uma música sobre Fake News.

Luís Varatojo foi vocalista dos Peste & Sida e dos Despe & Siga nos anos 80 e 90. Já no século XXI, Luís Varatojo traz a Linha da Frente, A Naifa e mais recentemente o projeto Fandango, mas agora desperta um lado de música de intervenção no projeto Luta Livre. Foi sobre o álbum de estreia, “Técnicas de Combate” que falou com o Rui Maria Pêgo e a Ana Martins. 

Maconha com ADN alienígena, políticos psicopatas e tubarões de duas cabeças. Nada disto é verdade, mas faz parte da letra da música “Ninguém Quer Saber”. A letra é de Luís Varatojo que fez “uma pesquisa na net e fui tentar apanhar notícias falsas” depois pegou nas mais engraçadas e escreveu a música. O objetivo de Luís foi falar sobre “o impacto que elas (fake news) estão a ter nas pessoas”, e de não quererem saber se o que estão a ler é ou não verdade. 

Desinteresse das pessoas pela política

Luís Varatojo admite que lhe causa “bastante desconforto ouvir pessoas dizerem que “Não, isso a política é para os políticos”, quando a política está ao nosso serviço”. O músico diz que só votamos em quem queremos e que “se não jogarmos esse jogo não estamos a jogar dentro das regras da democracia”. 

Acrescenta que “se nos abstemos, deixamos a decisão para os outros e quando deixamos a decisão para os outros temos que nos aguentar com aquilo que aí vier, e isso não é viver em sociedade”. Sobre a vida em sociedade, Luís diz que se o queremos fazer “de uma forma saudável, temos que nos interessar” não só por “política pura e dura”, mas que “só o facto de nós sairmos à rua e às vezes discutirmos o preço ali na loja de determinada coisa, já estamos a fazer política, não é?”. 

O tempo de antena da música

Sobre a cultura, Luís Varatojo diz que “se a música tivesse um quinto do tempo de antena que tem o futebol, se calhar não tínhamos este problema cultural”. Sem distinguir a boa da má música, Luís fala apenas em variedade, e que se houvesse essa aposta da parte da comunicação social, toda a música “tinha hipótese de ser ouvida, bastava isso, se calhar”.

Pode ouvir a conversa completa aqui!

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