NO AR:

O lado mafioso e sacana do futebol 'também te traz para o jogo'

Para além de vocalista do Blind Zero e licenciado em Direito, Miguel Guedes é também comentador de futebol e esteve no Era o Que Faltava onde falou sobre estas e outras paixões.

Miguel Guedes nasceu no Porto e é licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra. Em 1994, fundou os Blind Zero que já somam oito discos originais. É também comentador de futebol, e diretor da GDA, entidade encarregue da gestão, cobrança e distribuição dos Direitos Conexos em Portugal e esteve à conversa com o Rui Maria Pêgo e a Ana Martins para falar sobre estas e outras vertentes da vida.

Miguel Guedes é comentador de futebol na TVI24 e confessa que “o lado mafioso, o lado visceral, o lado sacana, dramático, da faca e alguidar do futebol (...) também te traz para o jogo, também te traz emoção boa”. Porém, o cantor diz que isto só acontece quando não é falso, “não pode ser tão poluído ao ponto de ser ilegal”. Acrescenta que “para quem gosta do jogo, o futebol é incrível, o futebol jogado é apaixonante”.

Para além de ser comentador de futebol, Miguel Guedes escreve crónicas para o Jornal de Notícias. Confessa que às vezes as pessoas “não respeitam a opinião”. As pessoas chegam a dizer “Epá, eu gosto muito da tua música, mas tu, na política, credo” ou “Politicamente é fantástico, mas do teu clube...”. 

Miguel é da opinião de que Portugal vive a velocidades diferentes e que “é uma vergonha que num país tão pequeno” as realidades sejam tão distintas. Saímos do Porto, “vemos um país diferente, e o país não tem que ser todo igual, mas tem que ser todo uno, as mesmas oportunidades. Entristece-me que ainda hoje tenhamos um país a 15 velocidades”. 

O Mergulho

Para além da música e do futebol, o mergulho é outra das paixões de Miguel. Partilha que nos primeiros 10 metros de profundidade, “tens uma Disneylândia quando mergulhas, sobretudo nos ambientes mais tropicais”. Quando se entra nos 20 e nos 30 metros “tens outro tipo de beleza, que é a beleza da gradação dos azuis, é a beleza do infinito”. Miguel Guedes partilha que num “dos momentos mais bonitos que eu tive em mergulho, reafirmou-me a ideia da relatividade da nossa presença.”