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No Johnny Guitar, 'havia malta que ficava indignada quando tinha de pagar'

Alexandre Cortez foi músico dos Rádio Macau e sócio fundador do mítico bar Johnny Guitar, esteve no Era o Que Faltava.

Foi músico nos hibernados Rádio Macau, sócio fundador do mítico Johnny Guitar juntamente com Zé Pedro dos Xutos, programador cultural do também mítico MusicBox, Poesia do Povo, Festival Silêncio e agora está à frente da associação A Palavra. Alexandre Cortez esteve à conversa com o Rui Maria Pêgo e a Ana Martins. 

Sobre o mítico bar de Santos, Johnny Guitar, Alexandre Cortez diz que “acima de tudo, era um péssimo negócio”. Ofereciam bebidas a toda a gente e “havia malta que ficava indignada quando tinha de pagar”.

Para além de músico, Alexandre foi programador cultural do MusicBox. Confessa que às vezes contratavam artistas, e “sabíamos que mesmo vendendo os bilhetes todos, com a sala esgotada, não dava para pagar o cahet”. No entanto, “era necessário fazer esse investimento para manter o hype”. 

Sobre o MusicBox, Alexandre Cortez diz que havia artistas que passavam por lá, ficavam hospedados num hostel da zona, “desgraçavam-se todos e quando voltavam para o país deles nós éramos os maiores”. 

Diz ainda que “houve artistas a tocarem no MusicBox com cahet muito mais barato do que aquele que lhes tinha sido oferecido por outros clubes de Lisboa, mas o que é curioso é que eles gostavam tanto”. Como os artistas adorava tocar no MusicBox “isto espalhou-se no meio e de certa forma acabou por se tornar um bocadinho mais fácil a vinda de muitos artistas”.