Maria Rueff, a atriz que imitava as vizinhas e as freiras quando era pequenina

Maria Rueff cresceu rodeada de adultos e imitava a vizinha ou as freiras do colégio religioso onde andava para chamar à atenção da família.



A celebrar 30 anos de carreira, Maria Rueff esteve no Era o Que Faltava com o Rui Maria Pêgo e a Ana Martins e falou sobre a infância, sobre o facto de ser cristã, mas não ser moralista e da importância de falar com as pessoas que estão sós em altura de pandemia.

Desde miúda, Maria Rueff quis ser tudo. Cresceu rodeada de adultos e conta que tentava chamar à atenção da família imitando a vizinha ou fazendo de freira, “porque eu andava num colégio de freiras... todos os dias era uma”. 

Estudou num colégio religioso e assume-se como cristã, mas não moralista. Confessa que “as pessoas ficam muito espantadas de eu assumir o meu cristianismo”. Diz que às vezes há uma “moralidadezinha mentirosa” muito perversa nas pessoas religiosas, “porque muitas vezes as pessoas batem no peito a defender uma coisa e fazem exatamente outra”. Prefere “alguém bruto que diga três ou quatro injustiças pela boca fora, mas que seja genuíno”.

 


A importância de fazer uma ronda pelos amigos

Em tempos de confinamento, Maria Rueff reforça a importância de falarmos com as pessoas que nos são próximas, principalmente com as que estão mais sozinhas. Para além da saúde física, reforça a importância da saúde mental “temos que mimar muito a saúde dos que nos são próximos, saúde mental, porque está tudo tão focado: Ai tenho sintomas de Covid, ai estou constipado, ai que não tenho paladar! Cuidado também com a cabeça”.

É importante mostrar que estamos presentes, Maria Rueff deixa um conselho “antes de nos deitarmos, fazer assim uma ronda pelos que nos são mais próximos e os que estão sozinhos, nem que seja um disparate, uma pirueta, uma parvoíce qualquer que se mande no messenger, uma anedota, sei lá, qualquer coisa para que outro sinta o tal link, eu estou aqui, és importante para mim”.

Aprender a gostar da solidão

Maria confessa que “depois da minha última separação é que aprendi a ter prazer em estar sozinha”. Gosta de ouvir as vozes dentro da cabeça e considera que é preciso uma grande maturidade para traduzir a tragédia para a comédia. Gosta de estar sozinha com as vozes interiores e sente gosto “em que a palavra solidão não me ressoa cá dentro como uma coisa dolorosa, mas prazerosa”.


Ainda há muitos Nelos e Idálias

Sobre o nosso país, a atriz diz que “Portugal está completamente neo-machista, neo-homofóbico, misógino, por aí fora”. Apesar de haver igualdade entre todos e o casamento homossexual ser legal, “20 anos e nós os dois (Maria Rueff e Herman José) continuamos a ver Nelos e Idálias depois de a lei já ter sido aprovada”.

Maria Rueff tem 30 anos de carreira, repletos de histórias que vai adorar ouvir nesta conversa.

Pode ouvir a conversa completa aqui!
 

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