Doutor Estranho: Sam Raimi volta ao UCM e traz toda a sua experiência no terror

Doutor Estranho no Multiverso da Loucura é o filme da semana na Rádio Comercial.

 
 
E ao filme 28 da Marvel Studios, o terror entra nos filmes de super-heróis pela mão do mestre Sam Raimi. O realizador de filmes como “A Noite dos Mortos-Vivos” ou “O Exército das Trevas” assina agora “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura”, 20 anos depois da estreia pela Marvel com o primeiro de três filmes dedicados ao Homem-Aranha com Tobey McGuire. Neste novo filme, o Universo Cinematográfico da Marvel (UCM) desvenda o Multiverso e expande os seus limites para além do que alguma vez foi feito. Por duas horas e seis minutos, a força-bruta dá lugar ao misticismo quando Doutor Estranho entra no Multiverso pela mão de America Chavez, uma jovem com um poder que não consegue controlar: navegar pelos universos que existem em pararelo.
 
Benedict Cumberbatch regressa como Stephen Strange e Elizabeth Olsen volta a vestir a coroa da Feiticeira Escarlate e a vida de Wanda Maximoff. Benedict Wong também volta como o Feiticeiro Supremo Wong e Xochitl Gomez é a estreante no UCM. Os quatro juntaram-se ao argumentista Michael Waldron (“Loki”) e ao produtor Kevin Feige para uma conferência de imprensa virtual à qual a Rádio Comercial teve acesso. Sam Raimi aproveitou a ocasião para refletir sobre os últimos 20 anos e no que mudou na forma de fazer filmes. O realizador diz que a evolução tecnológica das duas últimas décadas facilita tudo, mas a grande revolução foi mesmo o Zoom, a plataforma de conferências virtuais que lhe permitiu falar com dezenas de pessoas em simultâneo e mostrar a sua visão para “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura”. Mas, para ele, não se trata do que muda mas sim, do que é sempre preciso em qualquer filme: “Grandes atores como Benedict Cumberbatch e Elizabeth Olsen, que sabem encontrar a humanidade dentro das suas personagens porque é assim que as pessoas se relacionam com os super-heróis. (…) Sabem bem que personagens interpretam e é muito bom ver esse conhecimento porque, basta-lhes mudar um aspeto das suas personalidades para conseguir criar um conflito com as suas personagens no multiverso.”
 
A forma como os atores trabalharam neste filme encantou Xochitl Gomez que se estreia o MCU neste novo filme, em particular Elizabeth Olsen que até tentou imitar na preparação das cenas. A jovem atriz que se estreia agora no UCM interpreta o papel de uma jovem de 14 anos, apesar de ter 21. Para ela, o mais importante era manter “a juventude da personagem num filme cheio de adultos”. 
 
O contraste é perfeito com a experiência com que Benedict Cumberbatch e Elizabeth Olsen abordam as personagens que interpretam. A atriz revela que experimentou coisas novas com a Feiticeira Escarlate depois de “Wandavision”, a série do Disney + que estreou em 2021. “Wanda tem uma clareza e uma confiança que ainda não tínhamos visto”. Já Benedict Cumberbatch reconhece que o Doutor Estranho é uma personagem importante na sua carreira. “Foi isso que me permitiu fazer outros papéis, mas continuo a adorar ser o vosso Doutor Estranho. Define a minha carreira? Não sei. Estou a fazer o meu caminho”.
 
“Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” navega por vários universos paralelos e precipita uma série de encontros inesperados. Prepare-se para as surpresas que o vão fazer saltar da cadeira. Se estiver a ler isto depois de ver o filme, não faça spoilers. Kevin Feige confessa que não consegue guardar tudo em segredo e por isso, “o único objetivo é que experiência seja vivida ao máximo apesar de tudo o que se vai revelando”. O elenco fica completo com os regressos de Rachel McAdams e Chiwetel Ejiofor e mais não podemos dizer. Tem mesmo de ver para crer nas possibilidades infinitas abertas pelo multiverso.
 
Para “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura”, Sam Raimi deixa um aviso: “Peguei nos trabalhos que fiz quando era mais novo e no que aprendi a criar cenas de suspense e a brincar com o espectador. Vou aplicar tudo neste filme ”.