Mariana Van Zeller na Rota do Tráfico

Tráfico de droga, prostituição e violência, a jornalista da National Geographic foi à procura de respostas no documentário 'Na Rota do Tráfico'.

Jornalista há 20 anos e prestes a estrear o documentário “Na Rota do Tráfico” no National Geographic, Mariana Van Zeller esteve à conversa com o Rui Maria Pêgo e a Ana Martins onde contou histórias de coisas que viu durante as filmagens. 

Mariana quis saber porque é que algumas pessoas se juntam a cartéis, “não acredito que uma pessoa nasça um dia e decida, eu quero ser um assassino para o cartel da Sinaloa, então é a curiosidade que me leva a querer saber mais”. 

Entre as dúvidas, a jornalista quis saber “como é que começaste, como é que foi a primeira vez que pegaste numa arma, o que é que a tua família faz, o que é que gostarias de ser se não fosses isto?”. É depois de “tirar as camadas devagarinho” que se descobre que a “maior parte das pessoas, não todas, são muito mais similares do que sabemos ou do que gostamos de admitir”

 

Mulher grávida traficante

Mariana acompanhou uma mulher grávida que atravessava a fronteira entre o México e os Estados Unidos, a bordo de um carro que transportava cinco quilos de fentanil. A jornalista conta que ela e o resto da equipa estavam “noutro carro mesmo atrás dela”.

O que mais custou a Mariana foi “saber exatamente o que podiam fazer estas drogas, que podiam matar pessoas nos Estados Unidos. (...) eu passei tanto tempo com mães que perderam filhos e filhas para estas drogas e ao mesmo tempo sabendo que esta senhora que estava a passar as drogas era mãe, ela era mãe, tinha filhos em casa e estava grávida”. 

Sobre a prostituição 

Ao longo da sua jornada, Mariana Van Zeller entrou em contacto com alguns chulos. A jornalista conta que uma das histórias que mais a impressionou foi quando perguntou a um deles “já agrediste as mulheres que trabalham para ti?”. O homem respondeu que “não, de maneira nenhuma, a única vez foi uma que fugiu e quando a encontrei, apanhei-a e cortei os pés dela com uma lâmina”. 

Depois deste testemunho, Mariana diz que “foi muito difícil continuar sentada na cadeira em que estava e continuar a conversa com ele”, mas não desistiu. Continuou e descobriu que “os heróis do bairro em que ele nasceu, eram todos chulos”. Era desta forma que ”traziam dinheiro para as famílias”. Mariana diz que há sempre muito mais nas histórias do que o que vemos à partida “sempre que descascas a história consegues descobrir sobre as pessoas em geral”.

Pode ouvir a conversa inteira aqui!

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