À Dúzia é mais barato: Eis as novas estrelas do futuro

Comédia familiar do Disney + revê em alta clássico da literatura americana

 
 
É uma das histórias mais antigas do cinema. A primeira versão estreou em 1950 e tinha Myrna Loy como protagonista, ela que foi considerada a Rainha de Hollywood e dos filmes que ainda eram a preto e branco. Depois, em 2003 surgiu o primeiro remake com Steve Martin à frente do elenco e, dois anos depois, a sequela.
 
Todas as adaptações têm em comum o livro “Cheaper by The Dozen” escrito pelos irmãos Frank Bunker Gilbreth e Ernestine Gilbreth Carey publicado em 1948. É um retrato semi-autobiográfico da vida dos dois com os seus dez irmãos num total de 12 crianças a dividir o mesmo espaço com os pais, um engenheiro e uma psiquiatra e que “testavam” técnicas parentais, muitas vezes com resultados hilariantes.
 
Em 2022 há nova revisão desta obra em “À Dúzia É Mais Barato” no Disney +, telefilme realizado por Gail Lerner, realizadora e produtora de séries como “Black-is”, “Mixed-ish”, “Frankie e Gracie” e “Will e Grace”.
 
Nos filmes de 2003 e 2005, os atores que se estavam a lançar, são agora nomes facilmente reconhecidos por quem gosta de filmes e séries. Ashton Kutcher (“Jobs”) era o mais velho e olhava pelas “irmãs” Hillary Duff (“Lizzie McGuire”), Piper Perabo (“Coyote Ugly”) e “pelo irmão” Tom Welling (“Smalville”). Será que vai acontecer o mesmo com os novos miúdos? Será que os espera uma carreira promissora em Hollywood? Tudo indica que sim.
 
A ideia do livro original mantém-se: como gerir uma família numerosa. A constituição é bem diferente da que foi apresentada nos anos 50 e nos filmes de Steve Martin. Eis os Bakers, Zoey e Paul, casados em segundas núpcias. Ele trouxe duas raparigas e o filho de um casal de amigos que morreu, ela, mais dois filhos e juntos tiveram dois casais de gémeos. Tudo junto são 11 pessoas a dividir o mesmo espaço e, parte deles, trabalha no restaurante de pequenos almoços da família. Quando surge a possibilidade de um grande negócio, a família muda-se para uma casa maior na expectativa de que tudo melhore. Mas com a expansão do restaurante e a chegada do sobrinho de Paul, novos desafios se colocam aos Bakers.  
 
Mas não tão grandes como os que enfrentou a realizadora como contou numa conferência de imprensa global a que a Rádio Comercial teve acesso. Gail Lerner teve de trabalhar com horários apertados já que os menores só podem trabalhar até 8 horas por dia mas este tempo inclui o tempo de escola que é, no mínimo, 3 horas por dia.
 
A seleção dos mini-atores durou um ano, mas as escolhas foram certeiras para fazer a atualização de uma história com 74 anos. Até houve treino intensivo de danças de Tik Tok para os mais novos e para Zach Braff, o ator que desempenha a figura paternal do filme. Para ele também foi especial fazer este filme. Sem filhos, de repente vê-se a braços com 10 miúdos a seu cargo.
 
Valeu-lhe a ajuda de Gabrielle Union, mãe de quatro, sendo que três deles, por afinidade. “Costumo ser o tio engraçado para os meus sobrinhos e ter a Gabrielle comigo ajudou a entrar na parte de ‘polícia mau’ que os pais às vezes fazem. Muitas vezes, tínhamos mesmo de ser pai e mãe daquela gente toda porque assim que as câmaras começam a filmar, tudo o que é tutor, babysitter, pai, mãe ou tio desaparece de cena”, disse Zach Braff.
 
Já Gabrielle Union destaca o caráter transversal do filme. “Todos fazem parte de uma família, grande ou pequena e todos se conseguem relacionar com dramas familiares, situações cómicas e até com as resoluções de problemas”. E depois, os Bakers são uma família dos tempos modernos e isso “faz com que haja partes de todas as famílias no filme”.  
 
"À Dúzia É Mais Barato" de Gail Lerner com Zach Braff, Gabrielle Union, Erika Christensen e Timon Kyle Durrett e ainda, Journee Brown, Kylie Rogers, Andre Robinson, Caylee Blosenski, Aryan Simhadri, Leo Abelo Perry, Mykal-Michelle Harris, Christian Cote, Sebastian Cote e Luke Prael.