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A rejeição nos castings fez com que a magia do acting se perdesse

Diretamente do Reino Unido a atriz e apresentadora Catarina Mira esteve à conversa com o Rui Maria Pêgo e a Ana Martins.

Foi para Lisboa sozinha com 16 anos e tratava o Mickey por tu, hoje é uma atriz a morar em Londres que demora 2 meses para encontrar a maçaneta de porta perfeita. Catarina Mira é apresentadora, atriz, influencer, uma ávida leitora e esteve em direto do Reino Unido no Era o Que Faltava. 

Catarina Mira mora em Londres e foi quando começou a fazer alguns castings de representação que “a rejeição começou a pesar”, porque “os castings que tinha feito em Portugal tinha ficado com eles, portanto, eu não conhecia essa realidade”. Essa rejeição fez com que a atriz se policiasse e “eu deixei de ser tão confiante e a magia do acting perdeu-se um bocadinho aí, porque passou a ser um bocadinho mais uma luta do que uma coisa natural que saía de mim”. 

Em Londres, trabalhou como rececionista num restaurante onde passavam muitas estrelas internacionais e diz que “às vezes tinha que me acalmar, de repente entrava uma Rihanna pela porta ou um Drake”. Confessa que às vezes dava por si “deslumbradíssima, tipo, como é que é possível?”. 

Viver sozinha aos 16 anos

Catarina Mira foi viver sozinha para Lisboa aos 16 anos e diz que “não faço ideia como é que a minha mãe me deixou”. Na altura já tinha feito outros projetos fora do Algarve, onde morava, mas tinha sido conciliável. A partir do momento em que “começo a fazer o Disney Kids, a minha presença em Lisboa era obrigatória, portanto os meus pais deram-me asas e eu fui para Lisboa”. Podia ter ido viver com os irmãos, mas a atriz decidiu ter a própria casa e “começar a minha vida de adulta”. 

A importância do belo

Fã de podcasts, Catarina Mira partilhou uma história incrível que ouviu. O podcast era sobre a importância do belo. Diz que às vezes olhamos “para o belo como uma coisa muito fútil”. A atriz partilha que “estavam a descrever um processo em que uma designer de interiores foi a uma prisão fazer uma casa de banho de novo”. 

Seis meses depois a designer foi chamada novamente à prisão e convidada a ver a casa de banho que tinha desenhado. Ela olhou à volta e constatou que estava na mesma. E foi aí que lhe disseram “exato, está igual, elas não estão a partir os azulejos para se cortarem, elas apreciam a casa de banho bonita que lhes fizeste”. Depois de partilhar a história, Catarina diz “eu acho que há uma importância no belo, e eu aprecio muito tudo isso”.