Joana Vasconcelos em Serralves!

 

 

JOANA VASCONCELOS: I’M YOUR MIRROR

 

Museu e Parque de Serralves // 19 Fev 2019 a 24 Jun 2019

 

 
Serralves, em parceria com o Museo Guggenheim Bilbao, apresenta entre 19 de fevereiro e 24 de junho de 2019 I’m Your Mirror, uma retrospetiva da obra de Joana Vasconcelos que assinala o seu regresso ao Museu onde expôs em 2000.  A mostra reúne mais de trinta trabalhos produzidos entre 1997 e a atualidade.
 
Além de algumas das mais icónicas obras de Vasconcelos — como Cama Valium (1998), A noiva (2001 – 05), Burka (2002), Coração independente vermelho (2005), Marilyn (2011) e Lilicoptère (2012) —, a exposição inclui peças especificamente criadas para esta mostra — caso de Finisterra, I’ll Be Your Mirror e Solitário (todas de 2018). A exposição estende-se até aos jardins do Parque de Serralves através de monumentais esculturas de exterior.
 
Entrelaçando referências à cultura popular portuguesa com alusões à história da arte, a produção artística de Joana Vasconcelos aborda, com um desarmante sentido de humor, questões tão sérias quanto a exploração das mulheres, as migrações e os impactos do colonialismo. O processo criativo de Joana Vasconcelos assenta na apropriação, descontextualização e subversão de objetos pré-existentes e realidades do quotidiano. Esculturas e instalações, reveladoras de um agudo sentido de escala e domínio da cor, assim como o recurso à performance e aos registos vídeo ou fotográfico, contribuem para a materialização de conceitos desafiadores das rotinas programadas do quotidiano. Partindo de engenhosas operações de deslocação, reminiscência do ready-made e das gramáticas nouveau realiste e pop, a artista oferece-nos uma visão cúmplice, mas simultaneamente crítica, da sociedade contemporânea e dos vários aspetos que compõem a identidade coletiva, apontando com especial acutilância para o estatuto da mulher, diferenciação classista, ou identidade nacional. Resulta desta estratégia um discurso atento às idiossincrasias contemporâneas, onde a dicotomia artesanal/industrial, privado/público, tradição/modernidade e cultura popular/cultura erudita surgem investidas de afinidades aptas a renovar os habituais fluxos de significação característicos da contemporaneidade.
 
A exposição Joana Vasconcelos: I’m Your Mirror é organizada pelo Museo Guggenheim Bilbao em parceria com o Museu de Arte Contemporânea de Serralves, e a Kunsthall Rotterdam, Roterdão, e comissariada pelo curador Enrique Juncosa.
 
 
 
OBRAS EXPOSTAS
 
A exposição inclui mais de trinta obras, realizadas de 1997 até à atualidade, reunindo algumas das obras mais conhecidas e emblemáticas da artista, como as já referidas Cama Valium (1998); Burka (2002); A noiva (2000 – 05); Coração independente vermelho (2005); Marilyn (2011); ou Lilicoptère (2012).
 
Além destas, a mostra integra também um considerável número de obras novas, incluindo vários animais em cerâmica desenhados por Rafael Bordalo Pinheiro e revestidos de croché essencialmente proveniente da ilha do Pico e de Nisa. Esta mesma técnica é ironicamente usada por Vasconcelos numa série de urinóis, também revestidos de croché, à qual pertence Ni te tengo, ni te olvido [Nem te tenho, nem te esqueço] (2017), peça em que a artista se apropria do célebre urinol de Marcel Duchamp. Finisterra (2018), outra obra inédita, pertence à série Pinturas em croché, através da qual a artista desafia declaradamente o conceito modernista da autonomia dos diferentes meios artísticos - pintura e escultura dialogam invocando simultaneamente o corpo e a paisagem, o figurativo e a abstração. A sua escala é monumental, mas a técnica com que foi elaborada é doméstica e feminina: volumes de tecidos são cosidos de modo a configurar imagens ou estruturas abstratas multicolores e são a seguir encaixilhados em molduras douradas, que sublinham o seu aspeto paródico, e pendurados na parede como quadros.
 
Joana Vasconcelos: I’m Your Mirror inclui ainda várias obras de escala monumental instaladas ao ar livre no Parque de Serralves, como Néctar (2006), Pavillon de thé (2012) e Solitário (2018). Esta obra, apresentada pela primeira vez em Portugal, tem a forma de um anel de sete metros de altura, realizado com jantes douradas e coroado por um suposto enorme diamante constituído por copos de whisky de cristal, sendo o todo acoplado sobre uma estrutura de ferro e aço.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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