2018: os campeões dos números

Primeiro balanço musical do ano, sobre os maiores vendedores de discos, os artistas ao vivo mais procurados, os vídeos mais vistos e até um biopic que foi um fenómeno de bilheteira.

18 de dezembro de 2018 às 08:002018: os campeões dos números

Começamos o primeiro balanço musical de 2018 no cinema porque há um filme sobre a vida de Freddie Mercury e dos Queen, "Bohemian Rhapsody", que se tornou o biopic do rock mais rentável de sempre, com um encaixe acumulado de mais de 600 milhões de dólares em bilheteira, e só em Portugal atraiu mais de quatrocentos mil espetadores. 

 

Continuamos no cinema porque um dos maiores fenómenos de vendas em todo o mundo foi uma banda sonora, do musical "O Grande Showman", protagonizado por Hugh Jackman. Foi o disco que mais vendeu no Reino Unido, tornando-se no segundo álbum em 30 anos a passar 11 semanas seguidas no 1º lugar do top, além de duas semanas a comandar o top norte-americano. Em todo o mundo, vendeu mais de 4,5 milhões de cópias e liderou os tops iTunes de 77 (!) países. 

 

Houve mais uma banda sonora a fazer furor comercial este ano: "A Star Is Born" de Lady Gaga & Bradley Cooper, filme que tem ambos como protagonistas, aguentou-se três semanas na liderança do top norte-americano, e esteve no cimo de outras tabelas de vendas dos quatro cantos do mundo.


Mas foi o álbum "Scorpion" do rapper canadiano Drake que bateu o recorde de longevidade do ano no cume da tabela de vendas norte-americana, com uma residência de cinco semanas. Desse disco faz parte 'God's Plan', que é a música de 2018 com mais streams no Spotify. O efeito do tema também se fez sentir em Portugal, tendo liderado também o top português de streams.

 

Por falar no nosso top de vendas, houve vários nomes nacionais que alcançaram o 1º lugar da tabela da Associação Fonográfica Portuguesa durante 2018, como Pedro AbrunhosaDavid Carreira, Mariza, Raquel Tavares, Sérgio Godinho, Dino D’ Santiago, os folk-rockers Diabo na Cruz ou até mesmo os mais experimentalistas PAUS.

 

Mas números na música são cada vez menos vendas de discos. No cálculo geral sobre ganhos financeiros, a Forbes chegou à conclusão que Katy Perry passou a ser a artista feminina mais bem paga, qualquer coisa como 83 milhões de dólares (cerca de 73 de milhões de euros) amealhados entre 1 de julho de 2017 e 1 de julho de 2018. A nível de DJs, a Forbes estima que Calvin Harris continua a ser de longe o profissional que mais dinheiro arrecada, um total de 48 milhões de dólares (41 milhões de euros), mais do triplo do que o francês David Guetta.

 

A nível de artistas ao vivo, Taylor Swift bateu um recorde... que já era seu. A cantora volta a ter a digressão mais rentável de sempre, cerca de 164 milhões de euros obtidos em 27 concertos, mais oito milhões que o anterior máximo, durante a digressão de estádios de promoção ao álbum "Reputation", diante de assistências de mais de 50 mil pessoas por concerto. 

Em Portugal, houve outro fenómeno, de dimensão inédita, com Ed Sheeran a esgotar a lotação do Estádio da Luz no própria dia em que os bilhetes foram postos à vendas, e que obrigou a ser marcada uma segunda data ao vivo no recinto benfiquista. Ainda faltam mais de cinco meses para este espetáculo duplo em Lisboa.

'Te Bote Remix' de Casper, Nio García, Darell, Nicky Jam, Bad Bunny, Ozuna foi o vídeo de música com mais visionamentos de YouTube, 1 479 997 068, um bocadinho mais que 'Girls Like You' dos Maroon 5 (com Cardi B), com um total de 1,461,415,600. Longe da cifra dos biliões, mas nos valores de milhões está a participação vitoriosa de Cláudia Pascoal no Festival da Canção que com mais de 3 milhões e meio de visualizações, se tornou o vídeo de música mais visto em Portugal.

 

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