Furacão: Os preparativos para a chegada do Florence. Uns fogem, outros fazem surf

Relato de uma portuguesa e imagens que mostram a saída das pessoas para zonas mais altas e as prateleiras vazias dos supermercados. Pelo meio, há quem aproveite para surfar.

EPA/RICKY ARNOLD HANDOUT
12 de setembro de 2018 às 18:45Furacão: Os preparativos para a chegada do Florence. Uns fogem, outros fazem surf

Filas enormes no trânsito, prateleiras dos supermercados vazias, janelas e telhados das casas reforçados, pessoas na praia e surfistas a aproveitar as ondas (mais abaixo pode ver imagens e vídeos). É assim os habitantes das localidades junto à costa dos estados norte-americanos da Carolina do Norte, Carolina do Sul e Virgínia têm vivido nos últimos dois dias. Tudo por causa da chegada prevista do Florence, o furacão que deve chegar a terra quinta-feira à noite.

 

 

O Florence esteve na categoria 4 numa escala de 5 e ao final da tarde de quarta-feira desceu para a categoria 3, com ventos que sopram acima dos 200 quilómetros por hora e que se aproxima cada vez mais da área costeira americana.  

Mais de um milhão e meio de pessoas foram obrigadas a abandonar as suas casas devido à ameaça do furacão Florence, que já foi descrito pelos especialistas e pelo Centro Nacional de Furacões como "potencialmente devastador". A Agência Federal de Gestão de Emergências fez mesmo a analogia de um murro do pugilista Mike Tyson ao que a costa da Carolina poderá sofrer.

Para além dos estados da Carolina e Virgínia, também a cidade de Washington declarou estado de emergência e prevê-se que mais de 2,4 milhões de americanos fiquem sem energia devido a este fenómeno.

A chegada do furacão está prevista para esta quinta-feira à noite (sexta-feira de madrugada em Portugal).

Existem portugueses a morar nesta zona dos EUA. Regina Duarte tem 73 anos e é de Lisboa mas está emigrada nos Estados Unidos há 15 anos.

Mora em Willmington, no litoral da Carolina do Norte, onde o furacão Florence deve atingir a costa amanhã à noite.

Regina Duarte já saiu ontem da cidade de Willmington e que agora está em casa de uma amiga que fica a duas horas da cidade.

 

 

Ventos fortes e chuvas torrenciais são as principais preocupações para os habitantes de Willmington.

 

 

Regina Duarte explicz que, sendo uma zona costeira, existem habitantes que não querem abandonar as suas casas e os seus barcos.

 

 

No Twitter podem observar-se as enormes filas de trânsito por causa da ordem de evacuação.

 

 

 

 

  

(Notícia atualizada às 19h47 com descida da intensidade do furação)

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