Quase 700 assistidos por Segurança Social em Monchique

Apoio prestado a famílias ao nível da alimentação, agasalhos, alojamento temporário, entre outras necessidades.

10 de agosto de 2018 às 13:38Quase 700 assistidos por Segurança Social em Monchique

As equipas da Segurança Social prestaram apoio a quase 700 pessoas afetadas pelo incêndio na zona de Monchique (Algarve), que lavrou durante uma semana e que está dominado desde as 08h30 de hoje.

Em comunicado, o Instituto de Segurança Social explica que este apoio visa garantir a resposta de emergência ao nível da alimentação, agasalhos, alojamento temporário, entre outras necessidades, às pessoas e famílias afetadas pelo incêndio. 

"Na sequência da ativação do Plano Municipal de Emergência, em virtude do incêndio que deflagrou em Monchique na sexta-feira, 3 de agosto, o Instituto da Segurança Social assegura, desde a primeira hora, a permanência de equipas de técnicos para prestarem apoio social de emergência nos concelhos sinalizados com maiores necessidades", refere o instituto.

Ao longo destes dias, a Segurança Social, em articulação com o respetivo Serviço Municipal de Proteção Civil, assegurou a instalação e gestão de um total de nove zonas de concentração e apoio às populações nas localidades de Monchique (3), Portimão (1), Vila do Bispo (2), Silves (2) e Odemira (1), onde disponibilizou apoio social direto, de emergência, às populações.

No apoio às populações têm estado envolvidos 65 técnicos, com uma média de permanência de 18 técnicos no terreno, em articulação com as autarquias e demais parceiros.

Até ao final da manhã de hoje, adianta o Instituto da Segurança Social (ISS), estão disponíveis quatro zonas de concentração e apoio às populações nas localidades de Monchique e Vila do Bispo, onde permanecem acolhidas 37 pessoas. 

Segundo o ISS, além das pessoas acolhidas, há mais 12 pessoas com mobilidade reduzida em estruturas residenciais para pessoas idosas (lares de idosos), pelo que as equipas da Segurança Social estão a avaliar a situação dos agregados familiares para regresso às suas habitações em segurança ou para outra resposta.

Quando o incêndio for declarado extinto, acrescenta o ISS, a Segurança Social irá proceder ao levantamento de necessidades e perdas junto das populações, assegurando o apoio social de proximidade às vítimas dos incêndios, com maior incidência nos concelhos mais afetados.

Este acompanhamento contempla atendimento permanente, avaliação diagnóstica das necessidades, dos danos e das perdas, acompanhamento regular para as situações sinalizadas, avaliação e atribuição de subsídios e prestações sociais e familiares, com apoio no preenchimento de requerimentos e encaminhamento e articulação interinstitucional no âmbito da rede local de intervenção.

O ISS acrescenta que o trabalho de proximidade permitirá ainda ativar os recursos necessários ao nível social, e de encaminhamento ao nível da saúde e de outros, para suportar as pessoas e as famílias no processo de recuperação pós-incêndio.

O incêndio rural, combatido por mais de mil operacionais e considerado dominado hoje de manhã, deflagrou no dia 03 à tarde, em Monchique, distrito de Faro, e atingiu também o concelho vizinho de Silves, depois de ter afetado, com menor impacto, os municípios de Portimão (no mesmo distrito) e de Odemira (distrito de Beja). 

A Proteção Civil atualizou o número de feridos para 41, um dos quais em estado grave (uma idosa que se mantém internada em Lisboa).

De acordo com o Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais, as chamas já consumiram cerca de 27 mil hectares. Em 2003, um grande incêndio destruiu cerca de 41 mil hectares nos concelhos de Monchique, Portimão, Aljezur e Lagos.

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