NOS Alive: guia musical para o 2.º dia

Os Two Door Cinema Club fecham o Palco NOS num dia onde também é destaque a atuação de Portugal The Man.

12 de julho de 2018 às 10:15NOS Alive: guia musical para o 2.º dia

Se é um dos que gosta de chegar cedo para garantir bons lugares longe da confusão, às 15h00 há concerto no Pórtico NOS Alive, logo à entrada, com os Road 31 - Ana Fernandes & Pablo Ataide. Se não chegar mesmo às 15h00, não se preocupe porque repete às 16h15.

Entre um ou outro brinde que se distribui nestas horas mais calmas, rume, a seguir, ao palco EDP Fado Café. Por lá encontra a estreante Teresinha Landeiro, a partir das 17h30. Vale a pena vê-la porque é considerada uma das fadistas mais representativas da nova geração da Canção de Lisboa. O seu primeiro disco conta com a produção musical do guitarrista Pedro Castro e foi ela que escreveu a maior parte dos poemas do seu repertório. Passando o Palco Comédia, mais à frente e junto do Coreto, existe uma zona de lazer com matraquilhos e máquinas de jogos ao estilo dos anos 80.


Se quiser comprar merchandise oficial esta é a melhor altura para o fazer, enquanto caminha para o palco principal para ver, às 18h25, os americanos Black Rebel Motorcycle Club (BRMC). O grupo vem mostrar "Wrong Creatures", o seu oitavo álbum de estúdio, deste ano, e que marca duas décadas de carreira da banda que ultimamente é assunto por causa deste 'Little Thing Gone Wild'.

 

 


Antes das 19h00, e aproveitando a passagem pela maior zona de casas de banho, antes que a confusão seja maior, rume até ao Palco Sagres. É que aí, às 19h00, as atenções estão fortemente focadas no concerto dos Eels. Mr. E., que não era particularmente fã de festivais, mudou de ideias e veio até ao NOS Alive. Porquê? Isso vamos ter de descobrir. Uma coisa é certa: o hiato de quatro anos que antecedeu o lançamento do álbum deste ano, "The Deconstruction", teve impactos. E a banda quer recuperar fãs, por isso, vai ser para dar tudo.

 

 

Já tem fome? Ótimo, a área de restauração é mesmo aí ao lado e as opções são tão diversificadas que podemos até encontrar pratos vegetarianos e doces para complementar. Convém acabar a tempo de ver The National no palco principal, às 21h20, e, a seguir, prepare-se para começar a fazer "piscinas" entre estes dois palcos. O grupo de Matt Berninger já se sabe que carrega consigo uma certa dose de cinzentismo, por isso, são bem capazes de estar a condizer com o tempo que se prevê que faça no Alive. Os seus concertos são sólidos e, neles, sabem o que fazem, por isso, não vão, por certo, desiludir.

Às 22h00, eis que começa a animação no palco Sagres com Portugal, The Man. Questionados frequentemente sobre a escolha do nome, os membros da banda afirmam ter optado por "Portugal" para o nome pela excentricidade e pela necessidade de frisar a distinta influência musical da banda. O nome Portugal terá surgido devido ao desejo de quererem que um país fosse o nome da sua banda, no sentido de comunidade, visto que um país representa um grupo de pessoas. Bom, o que podemos dizer é que esta comunidade está muito curiosa para os ver. A cantiga que sabemos melhor trautear é 'Feel It Still', do ano passado, e faz parte do álbum com o mesmo nome.

 

 

Se conseguiu um bom lugar, então não saia daí porque já a seguir, às 23h30, há concerto de Rag n'Bone Man. O inglês vai subir ao palco para apresentar o seu álbum de estreia, "Human", editado em fevereiro de 2017.

Antes disso, às 23h05, ao invés de estreantes temos veteranos no palco NOS - Queens of the Stone Age ou QotSA, o acrónimo pelo qual também são conhecidos. O grupo irá apresentar, ao vivo, os temas de "Villains", o novo álbum editado este ano. Produzido por Mark Ronson, "Villains" sucede a "...Like a Clockwork", de 2013, e quando saiu, o guitarrista e vocalista Josh Homme garantiu que o título do álbum nada tinha de político e explicou que decidiu trabalhar com Mark Ronson depois de ter ouvido o tema 'Uptown Funk' (que Ronson escreveu para Bruno Mars) e de terem colaborado juntos com Lady Gaga.

Dez minutos antes da uma da manhã, vale a pena dar um salto ao Palco Comédia - ponto de paragem obrigatório para os amantes de stand-up comedy. A essa hora atuam os Kalashnikov - o grupo satírico que nasceu no mítico programa da SIC Radical "Vai Tudo Abaixo". Criada pelos irmãos Jel e Vasco Duarte e auto-intitulada "a maior banda portuguesa de todos os tempos", a última atuação desta guerrilha em Portugal foi curiosamente no NOS Alive em 2008. Espera-se um explosivo concerto.

Estamos na reta final desta segunda noite de Alive e, à 1h30, há Two Door Cinema Club a fechar o palco NOS. O trio indie promete continuar a alegrar os resistentes madrugada fora. Já lá vão os tempos em que decidiram dar-se um tempo para "respirar" e descobrir o seu próprio espaço dentro da banda. Agora, tudo são rosas e a viagem sensorial promete ser longa. Resta saber se a multidão estará mais voltada para as músicas novas ou para aquelas que já sabe trautear de cor.

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