Niall Horan, o outro vencedor da noite

Cantor dos One Direction cantou perante um Coliseu dos Recreios à pinha.

13 de maio de 2018 às 00:35Niall Horan, o outro vencedor da noite

Em noite de Eurovisão na Altice Arena, havia mais vida em Lisboa, com um Coliseu dos Recreios à pinha, para receber o cantor irlandês dos One Direction, Niall Horan. Na contagem decrescente para o concerto, a histeria das fãs adolescentes fazia-se ouvir estridentemente com qualquer movimento no palco que se fizesse, enquanto os seguranças iam distribuindo garrafas de água pela populaça sedenta das linhas da frente. Sede de água, sede de Niall Horan. De vez em quando, uns gritos implacáveis por "Niall, Niall!". Até as músicas que passavam nas colunas causavam excitação coletiva, sendo todas cantadas pelo público, já a afinar as vozes para a hora e meia que se avizinhava.
 
Às 20h45, ei-lo em palco, Niall Horan, acompanhado de mais cinco músicos (um violinista, um teclista, um baterista, um baixista e um guitarrista). Só tinham corrido alguns segundos do tema de abertura 'On The Loose' e já se percebia que Niall Horan ia ter o público do seu lado durante a hora e meia que se seguiria. Na segunda canção do espetáculo, 'The Tide', fica ainda mais claro que a sonoridade a solo de Horan é mais pop-rocker que os One Direction.  
 
"Avisaram-me que este é o melhor público da digressão", dispara o cantor, no primeiro discurso para a eufórica multidão. A cada frase emitida por Horan, um barulho ensurdecedor fazia tremer a sala centenária. 'This Town' é a primeira balada da noite, com as fãs a exibirem cartolinas e a cantarem de cor mais uma música. Em 'Paper Houses', as dezenas de holofotes atrás fazem sentir-se. Enquanto decorre o tema 'You and Me', prosseguem mais baixas nas linhas da frente, com mais gente a sair em braços pelos seguranças.
 
Niall Horan fala na despedida da digressão europeia em Lisboa. A confissão de que Bruce Springsteen é o seu compositor eleito é a deixa para a versão mais apopalhada de 'Dancer in The Dark' do Boss. Em 'Seeing Blind', percebe-se que o público ainda não cedeu ao cansaço com tantos braços a ondular no ar, o que leva Horan a desabafar: "não quero acreditar o quão bonito é isto, vocês são um público tão simpático".
 
Em 'Too Much to Ask' não falta o solo da guitarra eléctrica para cimentar o sentimento. 'Flicker' é de tal forma a canção predilecta de Horan - que diz ter composto em 20 minutos - que pede ao público para apreciar a música de telemóveis desligados - o pedido hoje mais difícil, mas também mais justo, que se pode pedir a uma audiência.  
 
O tema dos One Direction, 'Fool's Gold', é cantado pelos fãs quase tão efusivamente quanto os seus temas a solo. No inédito 'So Long', Niall Horan senta-se ao piano. Depois da apresentação tão elogiosa da banda, o músico interpreta uma canção de Camila Cabello, 'Crying in the Club', antes de ir embora com 'Mirrors', num tom festivo ao estilo dos Imagine Dragons, com toda a sala aos saltos, incluindo nos camarotes.
 
O encore arranca com um tema dos One Direction, 'Drag Me Down', a merecer guitarrinha à Police e com o público a provar que as memórias da boy band estão bem vivas. Em 'Slow Hands', Niall Horan liberta-se da guitarra acústica que o acompanhou no restante concerto, e resolve aproximar-se das linhas da frente, causando um aumento de risco de desmaios entre as fãs.

Niall Horan despede-se do Coliseu e da digressão europeia com 'On My Own' e com a confidência de que esta foi "uma das melhores noites da digressão". O cantor pega numa bandeira portuguesa e vai-se embora. Lá fora, às portas do Coliseu, centenas de pais esperavam os filhos.

 

 

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