PGR não detetou circunstâncias "menos claras" nas adoções da IURD

A Procuradoria-Geral da República não confirma as suspeitas sobre a intervenção de Joana Marques Vidal, atual procuradora-geral, nas adoções da IURD.

LUSA
12 de janeiro de 2018 às 14:51PGR não detetou circunstâncias "menos claras" nas adoções da IURD

A Procuradoria-Geral da República (PGR) esclareceu hoje que foi ?localizada? a intervenção da atual procuradora-geral, Joana Marques Vidal, no processo ligado ao caso das adoções pela IURD, e que não detetou qualquer circunstância "menos clara".

"Da análise dos elementos constantes destes processos tutelares, onde por decisão judicial anterior as crianças tinham ficado ao cuidado de determinada pessoa, não resultaram quaisquer factos que confirmassem o alerta recebido", refere em comunicado a PGR.

Segundo a PGR, não se inferiu também qualquer circunstância menos clara das diligências realizadas no processo de confiança judicial em que a agora PGR teve intervenção, entre as quais se incluiu a citação da mãe biológica, bem como da documentação constante do mesmo.

Este processo de confiança judicial foi decidido em 2001.Joana Marques Vidal exerceu funções no Tribunal de Família e de Menores de Lisboa entre 1994 e 2002, tendo, durante parte desse período, assumido a coordenação dos magistrados do Ministério Público e o despacho processual de uma secção desse tribunal.

A TVI exibiu uma série de reportagens denominadas "O Segredo dos Deuses", na qual noticiou que a IURD esteve alegadamente relacionada com o rapto e tráfico de crianças nascidas em Portugal.

Os supostos crimes terão acontecido na década de 1990, com crianças levadas de um lar em Lisboa, que teria alimentado um esquema de adoções ilegais em benefício de famílias ligadas à IURD que moravam no Brasil e nos Estados Unidos.

Segundo informações avançadas pela TVI, a IURD tem atualmente nove milhões de fiéis, espalhados por 182 países, 320 bispos e cerca de 14 mil pastores.

A IURD já refutou as acusações de rapto e de um esquema de adoção ilegal de crianças portuguesas e considera-as fruto de "uma campanha difamatória e mentirosa".

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