Carminho à Rádio Comercial: "estes concertos com a Marisa Monte são irrepetíveis"

Concertos no MEO Arena, em Lisboa, e no Multiusos de Guimarães, respetivamente a 30 de novembro e a 2 de dezembro.

13 de setembro de 2017 às 12:38Carminho à Rádio Comercial: "estes concertos com a Marisa Monte são irrepetíveis"

A propósito da passagem da digressão europeia de Carminho com a Banda Nova (a formação que acompanhava Tom Jobim) pelo MEO Arena, em Lisboa, a 30 de novembro, e no Multiusos de Guimarães, a 2 de dezembro, a cantora portuguesa classificou estes espetáculos como "irrepetíveis", sobretudo as duas datas nacionais que vão contar com a presença de Marisa Monte.

"Conciliar estas pessoas todas, as agendas de todos eles com a minha, e ter de escolher as salas e fazer todo este trabalho, parecia uma missão quase impossível. Foi [preciso] mais de um ano para conciliar todas estas pessoas e proporcionar esta turné. Foram escolhidas dez salas em toda a Europa que tenho um orgulho enorme de poder cantar nelas".

 

Tal como Carminho recorda, nesta entrevista à Rádio Comercial, "esta é celebração deste novo disco ["Carminho Canta Tom Jobim"] com reportório do Tom Jobim. A Marisa Monte fez parte deste disco e, por isso, é a principal razão de ela estar connosco".

 

No ano passado, Carminho foi a convidada especial dos concertos de Marisa Monte no festival cooljazz, em Oeiras, e em Serralves, no Porto. "No cooljazz acabámos por fazer dez canções juntas, e foi porque surgia mais uma ideia e mais uma ideia e acabámos por tocar mais do que seria suposto. Além de conhecermos e admirarmos a obra uma da outra, também temos esse gosto por essas canções e por estarmos juntas. Divertimo-nos muito a cantar e a estar juntas".

 

A formação brasileira que vai acompanhar Carminho é composta pelo violoncelista Jaques Morelenbaum, pelo guitarrista Paulo Jobim, pelo pianista Daniel Jobim e pelo baterista Paulo Braga. "Eu sabia que eles faziam parte da banda que acompanhou o Jobim durante os últimos dez anos ao vivo, foram eles que fizeram os arranjos, como o Jaques Morelenbaum que escrevia e rearranjava as canções. O Paulo Jobim era o diretor musical. O Daniel [Jobim] não fazia parte da Banda Nova  mas esteve sempre em todos os ensaios junto ao piano do avô a beber essa linguagem. Hoje em dia, ele é o grande herdeiro daquela linguagem, é um pianista fabuloso. O Paulo Braga [trabalhou] também com a Elis Regina e outros artistas fabulosos".

 

Fado e bossa nova misturar-se-ão nestes espetáculos, tal como avisa Carminho: "vai haver espaço para eu poder cantar os meus fados, que foram escolhidos - não são muitos - num critério que tem a ver com a minha relação com o Brasil".

 

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