Retirada de portugueses das Caraíbas deve prolongar-se até domingo

O secretário de Estado das Comunidades desloca-se esta terça-feira a Guadalupe. Portugueses nas Caraíbas pedem apoio depois da destruição do furacão Irma.

EPA
12 de setembro de 2017 às 07:24Retirada de portugueses das Caraíbas deve prolongar-se até domingo

A operação de retirada dos portugueses nas Caraíbas que solicitaram apoio às autoridades por causa do furacão Irma pode prolongar-se até domingo, avisou hoje o secretário de Estado das Comunidades, que se desloca hoje a Guadalupe.

Para já, chegaram "seis adultos e seis crianças" com residência em Vila Verde e Braga, que vieram via Paris e já estão no Porto, explicou José Luís Carneiro, salientando que as autoridades nacionais suportaram a viagem entre França e Portugal, cabendo o resto à cooperação europeia. 

Em Saint-Martin (São Martinho, uma possessão dividida por franceses e holandeses nas Antilhas), uma das ilhas mais atingidas pelo furacão, está um grupo de 16 portugueses que deve "sair num avião alemão", no âmbito das parcerias da União Europeia.

A pista naquela ilha é muito pequena e só podem operar aviões de pequeno porte pelo que o C-130 português que foi colocado pela Força Aérea ao serviço destas operações de resgate irá fazer o transporte a partir de Guadalupe. 

"Estamos preparados para um grupo de meia centena de portugueses em Gudalupe", vindos principalmente de Saint-Martin e Saint Barthélemy (São Bartolomeu). 

Em São Bartolomeu existe uma forte comunidade portuguesa que recebeu recomendações para se deslocar para a colónia francesa de Guadalupe. "Sabemos que muitos estão a vir ainda e vamos aguardar. Quando tivermos as coisas organizadas, o nosso avião irá buscá-las", explicou o secretário de Estado. 

O avião português está em Belém do Pará a aguardar instruções para se deslocar para o local. 

Caso existam mais portugueses que a capacidade do C-130, a Secretaria de Estado das Comunidades está em contacto com operadores parceiros da TAP para fazer o transporte via voos comerciais. 

"Além do apoio da secretária de Estado da Defesa para o nosso avião, falámos com a secretaria de Infraestruturas que estão a ajudar-nos no que precisarmos", explicou José Luís Carneiro. 

O balanço da passagem do furacão Irma pelas Caraíbas foi um dos mais graves na história recente da região, com o registo pelo menos 40 vítimas mortais.

O Irma - qualificado pela Organização Mundial de Meteorologia como o furacão mais forte de sempre no Atlântico - enfraqueceu na segunda-feira ao atravessar o estado norte-americano da Flórida, perdendo a designação de furacão e passando a ser classificado como tempestade tropical.
 

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