Cronologia: uma semana de combate às chamas na região Centro

Faz hoje um mês que começou o incêndio em Pedrógão Grande.

LUSA
17 de julho de 2017 às 10:24Cronologia: uma semana de combate às chamas na região Centro

Cronologia dos principais acontecimentos desde o início dos incêndios em Pedrógão Grande, distrito de Leiria, e Góis, distrito de Coimbra, a 17 de junho, até à sua extinção.

17 de junho, sábado:

14h43 -- Alerta de incêndio na localidade de Escalos Fundeiros, Pedrógão Grande. Uma testemunha, citada pelo Expresso, tirou uma fotografia às 14h38, que já mostra fogo e fumo. Nos dias seguintes, este fogo irá alastrar-se aos concelhos de Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos (também em Leiria), Sertão (Castelo Branco) e Pampilhosa da Serra (Coimbra).

14h52 -- Alerta de incêndio na localidade de Fonte Limpa, no concelho de Góis. Este fogo irá nos próximos dias alastrar-se aos concelhos de Pampilhosa da Serra e Arganil, também no distrito de Coimbra.

18h48 -- Segundo os bombeiros e a GNR, várias habitações estão em risco na vila de Pedrógão Grande.

19h34 -- A GNR informa a Lusa que o Itinerário Complementar 8 (IC8), entre o nó da zona industrial de Pedrógão Grande e o nó do Outão, está cortado ao trânsito desde as 19:00.

19h45 -- Detetadas falhas de comunicações no SIRESP - Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal, segundo a Autoridade Nacional da Proteção Civil.

21h12 -- SIRESP informa que se regista a queda de três estações da rede de comunicações (Serra da Lousã, Malhadas e Pampilhosa da Serra). Às 21h29, a ANPC pede que o SIRESP utilize estações móveis. Uma das carrinhas está inoperacional e uma segunda em reparação.

23h23 -- A Lusa notícia que casas ardidas, "alguns feridos" e localidades sem luz são algumas das consequências do incêndio em Pedrógão Grande, que, a esta hora, já se tinha estendido a Figueiró dos Vinhos.

23h47 -- A agência Lusa noticia que 19 pessoas morreram no incêndio, citando o secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes. Há cerca de 20 feridos contabilizados.

18 de junho, domingo:

00h35 -- O primeiro-ministro, António Costa, afirma, em Lisboa, que o incêndio em Pedrógão Grande "é seguramente a maior tragédia" em Portugal nos últimos anos. E expressa as suas condolências às famílias que perderam familiares.

01h20 - O Presidente da República dá uma palavra de ânimo e conforto aos que continuam a combater o incêndio de Pedrógão Grande e diz que "o que se fez foi o máximo que se podia fazer".

02h03 -- A ministra da Administração Interna afirma que este "momento é de dor e de pesar". Há 380 bombeiros no combate ao incêndio e a ministra Constança Urbano de Sousa anuncia que estão mais 120 a caminho.

02h27 -- Número de mortos é atualizado para 24 pelo primeiro-ministro.

03h15 - O primeiro-ministro afirma que o incêndio terá sido causado por trovoadas secas e que as vítimas estavam todas numa única estrada ou nas suas imediações. Vai ser decretado luto nacional.

03h30 -- "Há diversas povoações a arder em todo o concelho e as chamas estão a cercar a vila [de Figueiró dos Vinhos]", descreve à Lusa a vereadora da Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos Marta Fernandes.

04h10 -- Sobe para 25 número de mortos.

04h05 - O comandante operacional da Proteção Civil nacional, Rui Esteves, garante que os meios de combate a incêndios enviados para Pedrógão Grande foram os adequados, mas as trovoadas secas eram imprevisíveis.

07h00 -- Número de mortos sobe para 39.

08h30 -- Sobe para 43 o número de vítimas mortais.

09h30 - Diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ), Almeida Rodrigues, diz à Lusa que o incêndio de Pedrógão Grande teve origem numa trovoada seca, afastando qualquer indício de origem criminosa.

10h00 -- Novo balanço do número de vítimas: 57 mortos.

12h00 - Aumenta para 58 o número de mortos. Partidos cancelam as suas iniciativas no fim de semana.

- O papa Francisco reza pelos mortos e feridos no incêndio em Pedrógão Grande.

13h00 -- Número de mortos sobre para 62. Há, ainda, 54 feridos. Mais tarde, é corrigido para 61 o número de vítimas mortais.

19h50 - É decretado pelo Governo três dias de luto nacional.

20h30 -- O Presidente da República apela, numa declaração no Palácio de Belém, em Lisboa, à união do país nesta "hora de dor, mas também de combate", e pede aos portugueses que guardem no imediato as interrogações que os angustiam sobre o incêndio no distrito de Leiria.

23h05 - Número de mortos confirmados aumenta para 62. 

Ministra da Administração Interna apela à paragem da doação de alimentos, "dado a vaga de solidariedade estar a criar problemas logísticos". Questionada sobre uma eventual demissão, Constança Urbano de Sousa frisa que este "não é o momento": "Este é o momento para agir e para encontrar soluções para um problema. É isso que estou aqui a fazer."

19 de junho, segunda-feira:

01h00 - Ministério Público abre inquérito criminal para determinar as causas do incêndio que começou em Pedrógão Grande.

00h40 -- Três aldeias da freguesia de Maçãs de Dona Maria, Alvaiázere, Leiria, foram evacuadas.

14h30 -- Presidente inicia uma visita às zonas afetadas -- Penela, Alvaiázere, Figueiró dos Vinhos, Cernache do Bonjardim e Góis. A meio da tarde, é conhecida a morte de um bombeiro de Castanheira de Pera, localidade que Marcelo visita ao fim do dia.

14h48 -- Os incêndios fizeram 135 feridos, entre os quais 121 civis, 13 bombeiros e um militar da GNR. Último balanço oficial aponta para 62 mortos.

16h39 - O número de mortos nos incêndios aumenta para 63, segundo o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses.

19h00 - O incêndio florestal iniciado em Pedrógão Grande já consumiu quase 26 000 hectares de floresta, segundo o Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais (EFFIS). Esta área representa três vezes a dimensão de Lisboa (8 500 hectares) e seis vezes a do Porto (4 200 hectares).

A conjugação "pouco habitual" de fatores meteorológicos adversos e com "grande imponderabilidade" de previsão da localização levou ao incêndio que deflagrou no sábado em Pedrógão Grande, informou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

20h15 - O número de mortos no incêndio sobe para 64.

23h00 -- O Governo pede explicações a várias entidades, como o IPMA, GNR e SIRESP sobre o que se passou durante o fim de semana dos incêndios, anuncia, na RTP, o secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes.

20 de junho, terça-feira:

09h00 - O combate ao incêndio de Pedrógão Grande continua a evoluir favoravelmente e o fogo pode ficar dominado até ao final da manhã, segundo o comandante operacional da Proteção Civil, Vítor Vaz Pinto.

12h20 - O primeiro-ministro assina um despacho em que pede esclarecimento urgente sobre o funcionamento da rede SIRESP no incêndio de Pedrógão Grande e sobre os motivos da ausência de encerramento da Estrada Nacional 236-1, onde ocorreu um elevado número de mortes.

17h00 - O PSD propõe uma comissão técnica independente para apurar com detalhe o que se passou no incêndio que começou em Pedrógão Grande.

18h30 - Centenas de pessoas, emocionadas, acompanham em Sarzedas de S. Pedro, Castanheira de Pera, o funeral das primeiras seis vítimas do incêndio que deflagrou em Pedrógão Grande.

22h00 - O primeiro-ministro, António Costa, diz, em entrevista à TVI, não ter evidência de que tenha havido falhas no combate aos incêndios, que já fizeram 64 mortos, e garantiu manter a confiança na ministra da Administração Interna e em toda a cadeia de comando.

21 de junho, quarta-feira:

Durante a madrugada - As aldeias de Saião, Salgado e Mimosa, no concelho de Góis (Coimbra) foram "completamente evacuadas", segundo a GNR.

08h00 - Marcelo Rebelo de Sousa defende, em declarações ao Expresso, que o parlamento deve aprovar, antes das férias de verão, um pacote legislativo para a floresta (propostas do Governo e projetos do BE) para responder aos problemas levantados pelo incêndio de Pedrógão Grande.

13h00 - O Presidente da República, os ministros da Administração Interna e das Infraestruturas, autarcas e outros governantes cumprem, junto à Câmara Municipal de Pedrógão Grande, um minuto de silêncio pelas vítimas do incêndio que deflagrou no sábado neste concelho.

Na Assembleia da República, o presidente do parlamento, Ferro Rodrigues, o primeiro-ministro, António Costa, outros governantes e os deputados cumprem um minuto de silêncio nas escadarias do Palácio de São Bento. Segue-se, às 15:00, uma sessão solene de homenagem às vítimas dos incêndios.

15h30 - O ministro do Planeamento e das Infraestruturas anuncia que vão ser constituídas equipas nos municípios afetados pelo incêndio para, no máximo de dez dias, fazer o levantamento completo dos prejuízos, numa visita às áreas afetadas.

17h30 -- Presidente da República, primeiro-ministro, presidente do parlamento e líderes de todos os partidos com assento parlamentar assistem, em Castanheira de Pera, no funeral do bombeiro que morreu no combate ao incêndio de Pedrógão Grande.

19h35 -- São divulgadas as respostas do IPMA e da GNR às questões colocadas pelo primeiro-ministro. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) considera que a "dinâmica" gerada pela conjugação entre incêndio e instabilidade climatérica, em Pedrógão Grande, gerou no terreno condições excecionais para a propagação das chamas.

O Comando Geral da GNR responde que a Estrada Nacional 236-1, onde ocorreu um elevado número de mortes no sábado, foi atingida no incêndio de Pedrógão Grande de forma "inesperada e assustadoramente repentina, surpreendendo todos", vítimas e Guarda.

22 de junho, quinta-feira:

07h41 -- Segundo o comandante operacional, Carlos Tavares, o fogo que deflagrou em Góis, no distrito de Coimbra, está dominado desde as 07h41.

19h30 -- Incêndio de Góis em fase de rescaldo.

23 de junho, sexta-feira:

18h30 - Os cinco grandes incêndios que deflagraram no sábado na região Centro do país (Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos, Alvaiázere, Penela e Góis) consumiram quase 53 mil hectares, segundo dados provisórios divulgados à Lusa pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

20h15 -- É divulgada a resposta a António Costa da Autoridade Nacional de Proteção Civil. A ANPC assume falhas na rede SIRESP (Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal), entre sábado e terça-feira, no teatro de operações de combate ao incêndio de Pedrógão Grande, mas alega que foram supridas por "comunicações de redundância".

23h15 - O primeiro-ministro assina um despacho ordenando à ministra da Administração Interna que providencie junto da Secretaria-Geral do seu ministério um "cabal esclarecimento" sobre as falhas ocorridas na rede SIRESP.

24 de junho, sábado:

13h00 - O incêndio que deflagrou em Góis e que consumiu mais de 20 mil hectares é dado como extinto às 13:00, segundo o comandante operacional Carlos Tavares.

Durante a tarde, o incêndio de Pedrógão Grande é dado como extinto, uma semana depois de ter deflagrado.

25 de junho, domingo:

00h00 - Ministra da Administração Interna afirma, em entrevista à TSF e DN, que tirará "as devidas ilações" caso a comissão de peritos independentes que vai investigar o incêndio de Pedrógão Grande conclua que houve falha dos serviços que tutela.

(Fontes: Lusa, Autoridade Nacional de Proteção Civil)

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