Sindicato alerta para falta de chefes nas esquadras da PSP

Elementos do Sindicato Nacional da Carreira dos Chefes da PSP vão hoje à esquadra de Alfragide, onde 18 polícias são acusados no caso das agressões a jovens da Cova da Moura.

13 de julho de 2017 às 09:02Sindicato alerta para falta de chefes nas esquadras da PSP

O Sindicato Nacional da Carreira de Chefes da PSP (SNCC-PSP) considera que falta supervisão e muitas esquadras estão "esvaziadas" de chefes.

O presidente da estrutura sindical sublinha que "há locais das nossas cidade que têm que ter uma supervisão diferente" e é preciso investir mais na segurança.

"Na segurança todo o investimento é pouco e isso não tem acontecido", lamenta o Chefe Principal Manuel Gouveia, presidente do SNCC-PSP.

Vários elementos do Sindicato Nacional da Carreira de Chefes da PSP vão esta quinta-feira à esquadra de Alfragide, onde 18 polícias estão acusados pelo Ministério Público de denúncia caluniosa, injúria, ofensa à integridade física e falsidade de testemunho, num caso que remonta a 5 de fevereiro de 2015 e que envolveu agressões a jovens da Cova da Moura, concelho da Amadora.

O sindicato vai analisar a situação e dar apoio jurídico caso seja necessário.

 

 

O presidente do SNCC-PSP garante que "estará sempre ao lado dos polícias" e ainda é prematuro dizer o que deve acontecer aos agentes acusados pelo Ministério Público (MP).

 

 

De acordo com a acusação do MP, os 18 polícias acusados agiram com ódio racial, de forma desumana, cruel e tiveram prazer em causar sofrimento.

Defende ainda Ministério Público que os polícias sabiam que a sua conduta era censurável, proibida e punida por lei e agiram de forma livre, voluntária e consciente contra os seis jovens.
 
Segundo dados da Inspeção Geral da Administração Interna, foram recebidas 3 805 denúncias contra a atuação de elementos das forças de segurança nos últimos cinco anos, das quais 730 em 2016. Mais de um terço destas participações (255) estão relacionadas com ofensas à integridade física.

 

 

 

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