Pedrógão Grande: 64 mortos e mais de 200 feridos

O incêndio em Pedrógão Grande foi dominado, mas a Protecção Civil estima que demore dias até ficar extinto

Lusa
21 de junho de 2017 às 19:10Pedrógão Grande: 64 mortos e mais de 200 feridos

(atualizado às 14h00 de 22 de junho)

O incêndio em Pedrógão Grande foi dominado esta quarta-feira à tarde, revelou o comandante operacional da Proteção Civil, Vítor Vaz Pinto. O fogo começou no Sábado e deixou, até agora, mais de 200 feridos e 64 mortos.

"Trata-se de um perímetro muito grande, de cerca de 153km, e dentro existem várias bolsas que não arderam. Vamos manter todo o dispositivo que está no terreno. Vamos continuar ter situações dentro do perímetro bastante complicadas mas, pelo menos, temos a certeza de que o incêndio não vai progredir mais do que isso", esclareceu Vaz Pinto. A nova fase do incêndio pode demorar alguns dias, até que ele seja extinto. "É uma fase muito morosa. Vamos continuar a ter situações de emergência, de incêndio, de evacuar", disse, considerando mesmo a fase de incêndio dominado é "muito complicada, também".

De acordo com o mais recente balanço de vítimas, feito esta quarta-feira de manhã, entre os 179 feridos, sete estão em estado grave, incluindo uma criança e quatro bombeiros. 

Não se registaram alterações ao nível  do número de vítimas mortais, 64.

O Comandante Operacional da Proteção Civil, Vitor Vaz Pinto, anunciou ainda que mais de 400 pessoas foram assistidas nos postos móveis de emergência.

Na segunda-feira, 19 de junho, foram confirmados mais dois mortos. A última informação revela que um homem, com 54 anos, foi encontrado numa aldeia já sem vida.

A outra vitima mortal é um dos bombeiros que estava hospitalizado em Coimbra com queimaduras graves e que acabou por falecer na segunda-feira à tarde, como confirmou Jaime Marta Soares, o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses.

O homem, de 40 anos, da corporação de Castanheira de Pêra, tinha tentado salvar três pessoas que seguiam num carro em contra-mão que embateu na viatura dos bombeiros. Acabaria por desistir, devido às chamas, e fugiu.

O fogo deflagrou no sábado em Escalos Fundeiros, concelho de Pedrógão Grande, e alastrou-se aos concelhos vizinhos.

O Governo português decretou três dias de luto nacional pela tragédia, qualificada pelo primeiro-ministro, António Costa, como " seguramente a maior tragédia" em Portugal nos últimos anos.

 

 

 

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