Exército vai analisar desistências no novo curso de Comandos

O 128.º curso começou a 7 de abril com 57 instruendos e mantém apenas 17 em formação.

Pedro Catarino
16 de maio de 2017 às 19:41Exército vai analisar desistências no novo curso de Comandos

O Exército vai analisar a alta taxa de desistências registada no novo curso de Comandos. Em declarações aos jornalistas no regimento de Comandos, na Carregueira, Sintra, o chefe do Estado-Maior do Exército avança que, no primeiro mês da formação estão acima da média e admite que a pressão familiar possa ser um dos principais motivos.

Rovisco Duarte afirma que o número de desistências, até ao momento, no 128.º, que termina em junho, "é ligeiramente superior à média" mas lembra que já houve cursos com taxas de desistência superiores.

O 128.º curso começou a 7 de abril com 57 instruendos e registou até segunda-feira passada 40 desistências, todas a pedido, mantendo-se 17 em formação.

Rovisco Duarte disse estar convicto de que "o grande número de desistências já ocorreu", coincidindo com o "final da fase individual" que "é a mais exigente".

O general disse que vão ser analisadas as razões das desistências que não se registam "por motivos físicos ou de praxe ou de situações menos claras" mas sim apenas por "vontades declaradas".

"Não baixámos o nível de exigência e há alguma pressão, possivelmente das famílias, não sabemos mas isso é um assunto que queremos ver. Isso leva a que normalmente às segundas-feiras haja uma ou duas desistências" (...) "Não estou a afirmar que é a pressão das famílias, estou a dizer que, associado ao fim de semana, surgem algumas desistências", afirma Rovisco Duarte.

 

  • Partilhar

Caso tenha algum comentário a fazer:

PUB
Back to Top