Billy Corgan faz 50 anos

17 de março de 2017 às 14:09Billy Corgan faz 50 anos

O líder incontestado dos Smashing Pumpkins, Billy Corgan, cumpre hoje meio-século de vida, ele que se tornou um dos ícones do rock alternativo dos anos 90.

Depois da primeira separação dos Smashing Pumpkins em 2000, Billy Corgan ainda comandou o supergrupo Zwan e experimentou uma breve carreira a solo. Mas é o seu trabalho nos Smashing Pumpkins que vamos recordar em baixo. Seleccionamos dez momentos.

 

1991 - Rhinoceros (do álbum "Gish")
Billy Corgan ainda usava cabelo comprido mas já era meticuloso com a produção logo no primeiro álbum dos Smashing Pumpkins. E não deixava em paz o também exigente produtor Butch Vig. A ligação das influências metaleiras dos Black Sabbath ao dream-pop já lhes dava uma certa distinção. Cabia isso tudo em temas como 'Rhinoceros'.


 
1993 – Cherub Rock (do álbum "Siamese Dream")
O facto do álbum “Gish” ter sido ofuscado por outros discos daquele ano de 1991 como "Nevermind" dos Nirvana ou "Ten" dos Pearl Jam levou Billy Corgan primeiro a uma depressão e depois a um processo de composição obsessivo que o inspirou para canções poderosas como 'Cherub Rock'. O tema foi escrevinhado quando Corgan vivia num parque de estacionamento.

 

1993 - Today (do álbum de 1993, “Siamese Dream”)
Eis a canção que foi talvez a mola para o sucesso global dos Smashing Pumpkins que passam a vender milhões de cópias em todo o mundo. Ficam para trás os fantasmas. O videoclipe, com Billy Corgan como vendedor de gelados, também deu uma ajuda.  

 

1994 - Disarm (do álbum “Siamese Dream”)
É uma das grandes baladas de sempre dos Smashing Pumpkins. Editado como single em 1994, nem a censura radiofónica no Reino Unido, por eventuais incentivos ao aborto na letra ("Cut that little child"), impediu de o tornar num dos grandes hinos ao vivo da banda de Billy Corgan.

 

1995 - To Forgive (do álbum "Mellon Collie and the Infinite Sadness")
Billy Corgan e os Smashing Punpkins arriscam a megalomania com algo que não se estava a fazer na época: um duplo CD. Naquela prova de eclectismo de “Mellon Collie and the Infinite Sadness”, há espaço para territórios mais intimistas e acústicos onde Billy Corgan aconchega bem as suas emoções. É o caso de 'To Forgive'.

 

1996 - 1979 (do álbum "Mellon Collie and the Infinite Sadness")
É uma das músicas mais famosas dos Smashing Pumpkins, e que se distingue por uma série de loops e samples que a banda ainda não usava muito. Foi escolhido como o segundo single de "Mellon Collie and the Infinite Sadness".

 

1996 – Zero (do álbum "Mellon Collie and the Infinite Sadness")
A digressão mundial de “Mellon Collie and the Infinite Sadness” traz os Smashing Pumpkins pela primeira vez a Portugal, para um espectáculo memorável em 1996, debaixo de chuva, na Praça de Touros de Cascais, diante de 12 mil espectadores. Billy Corgan já estava careca, e usava calças de couro prateadas e uma t-shirt preta com a inscrição de 'Zero', um dos temas rock de velocidade mais vertiginosa da banda de Chicago e que mereceu o estatuto de single em 1996.

 

1997 - Eye (da BSO do filme de 1997 de David Lynch, "Lost Highway")
Depois do despedimento do baterista Jimmy Chamberlin, os Smashing Pumpkins, em especial Billy Corgan, recorrem mais à electrónica, como é o caso desta canção para o filme abstracto de David Lynch, "Lost Highway", que surge já depois da metamorfose dos dois principais personagens.

 

1998 - Daphne Descends (do álbum de 1998, "Adore")
Em fase de trio, mas com uma retaguarda de mais músicos extra (eram necessários dois bateristas e um percussionista para conseguir substituir Jimmy Chamberlin!), 'Daphne Descends' torna-se um dos temas mais tocados em 1998, e que se fez ouvir no concerto desse ano na lisboeta (e esgotadíssima) Aula Magna.

 

2012 – The Celestials (do álbum "Oceania")
Reactivados os Smashing Pumpkins, mesmo que só reste dos históricos o líder Billy Corgan, o 'carequinha' lançou-se a uma grande empreitada cancioneira tão do seu agrado, para o projecto ongoing "Teargarden by Kaleidyscope". Uma das grandes canções é este 'The Celestials', do volume III "Oceania".  

 

 

 

 

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