The Joshua Tree foi o álbum que mais prazer deu aos U2

Banda responde a 11 perguntas dos fãs e uma (ou três) de Chris Martin dos Coldplay.

10 de março de 2017 às 10:15The Joshua Tree foi o álbum que mais prazer deu aos U2

Para celebrar os trinta anos do álbum "Joshua Tree", os U2 - o vocalista Bono, o guitarrista The Edge, o baixista Adam Clayton e o baterista Larry Mullen Jr - estiveram a responder nesta madrugada a 11 perguntas de fãs via Facebook, e a uma (ou melhor, três) de um admirador especial: Chris Martin dos Coldplay.

Nesta sessão de perguntas e respostas que devia durar 11 minutos, e que podem ver em baixo, Bono revelou que Joshua Tree "foi o álbum dos U2 que mais prazer deu fazer". A opinião é corroborada por The Edge para quem o trabalho para o disco na casa de Adam Clayton foi "inspirador, em vez de estarmos numa pequena sala fria com uma luz vermelha ligada".

As boas memórias de The Edge alargam-se aos concertos à época: "A digressão do Joshua Tree foi a primeira dos U2 em que éramos realmente populares, com fãs à espera no hotel, fãs à espera à saída dos recintos. Tinhamos que fugir deles, e eu só queria dizer-lhes adeus, mesmo que não pudesse estar com eles", recorda The Edge, que se lembra de uma situação insólita quando viu "um grupo de pessoas fora do hotel. E eu acenei-lhes mas eles não me respondiam, o que me deixou surpreso. Mas depois apercebo-me que era apenas uma fila de pessoas à espera do autocarro".

Há mais revelações caricatas neste directo online. Por exemplo, o técnico de estúdio Pat McCarthy (que chegou a produzir mais tarde os R.E.M.) salvou o tema 'Where the Streets Have No Name', que Brian Eno não queria aproveitar, num incidente que envolveu um pequeno-almoço de salsichas que, segundo The Edge, "acabou no chão mas a faixa foi salva".

Bono recorda nesta sessão de perguntas que 'Where the Streets Have No Name' foi inspirado por uma viagem com a sua esposa Ali à Etiópia, e também pela sua preocupação com os problemas na Irlanda do Norte entre protestantes e católicos.

Mas houve mais experiências inspiradoras: o Live Aid em 1985 e a digressão com a Amnistia Internacional em 1986 mobilizaram Bono para um dos seus temas preferidos, 'Bullet the Blue Sky'. A viagem humanitária de Bono à Nicarágua e a El Salvador também o inspiraram para o tema 'Mothers of Disappeared', sobre o movimento cívico de mulheres que perderam os seus filhos, raptados (e muitas vezes mortos) pelos regimes militares da Argentina e do Chile. "Vi coisas em El Salvador que preferia não ter visto, como corpos a serem projectados para fora de carros, encontrei uma mãe cujos filhos tinham desaparecido".

Outra revelação caricata é a de Bono que chegou a trabalhar aos 16 anos como vendedor de sapatos em Dublin - segundo o próprio, é a primeira vez que faz esta revelação em público.

 

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